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    Temer no ataque: Defesa acusa Janot de suspeição e pede afastamento de procurador

    © AFP 2017/ EVARISTO SA
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    A defesa do presidente Michel Temer (PMDB) pediu nesta terça-feira o impedimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suspeição. O pedido acontece às vésperas do fim do mandato do procurador, e antes da aguardada segunda denúncia contra o peemedebista.

    Segundo o advogado de Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, Janot estaria atuando de maneira política em sua tentativa de investigar o presidente, cuja primeira denúncia (por corrupção passiva) foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.

    “Já se tornou público e notório que a atuação do procurador-geral da República, em casos envolvendo o presidente da República, vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa”, afirma o pedido de Temer.

    O documento de 23 páginas foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato e do caso JBS no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Em razão da sua “uma obsessiva conduta persecutória”, Janot não poderia mais prosseguir no comando das investigações, de acordo com a defesa do peemedebista. Em sua primeira denúncia, o procurador atribuiu a Temer o papel de chefe de uma organização criminosa.

    “Por todo o exposto, nos termos do artigo 104 do Código de Processo Penal, argui-se a suspeição do dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, para que, depois de ouvido, esteja impedido de atuar no presente procedimento, devendo ser substituído, extraordinariamente, pelo seu substituto legal, isento e insuspeito”, continua o pedido da defesa.

    Segundo especialistas, são pequenas as chances de Fachin acolher o pedido da defesa e afastar Janot. O procurador-geral da República conclui o seu mandato em 17 de setembro e, até lá, aguarda-se “novas flechas”, como ele definiu eventuais novas denúncias contra Temer e outros investigados pela PGR.

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    Tags:
    corrupção passiva, Operação Lava Jato, política, JBS, PGR, STF, Luiz Edson Fachin, Rodrigo Janot, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Michel Temer, Brasil
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