17:12 16 Setembro 2019
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    Presidente interino Michel Temer e o presidente do Senado Renan Calheiros

    'Fogo amigo': Renan Calheiros sugere renúncia de Temer e eleições indiretas contra crise

    Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
    Brasil
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    Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (69)
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    Líder da bancada do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) sugeriu que o presidente da República, Michel Temer, abra mão do seu mandato e permita que eleições indiretas ajudem na solução da crise política que atinge o Brasil.

    Sem manifestações públicas durante os últimos dias, quando uma gravação de Temer com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, agravou a situação no Palácio do Planalto, Calheiros se disse favorável a uma “saída negociada” para o presidente, também do PMDB.

    “O fundamental é que o presidente da República compreenda o seu papel na história, converse, porque não há como evoluir sem conversar, e se disponha a facilitar o processo da forma que for mais viável”, afirmou o senador, em entrevista à Rádio Gaúcha.

    Embora não tenha usado a palavra “renúncia” para se referir ao desfecho que julga menos traumático, Calheiros explicou que o caminho mais seguro hoje seria o das eleições indiretas, via Congresso Nacional. Ele vê ainda “muitos nomes que poderiam cumprir seu papel” na Presidência da República.

    Alguns dos nomes mencionados pelo senador foram os da ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, do ex-presidente do STF Nelson Jobim, do ministro do STF Gilmar Mendes, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do presidente do Senado, Eunício Oliveira, do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, e o da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

    O senador peemedebista disse ainda que crê em um “desfecho próximo” para a situação de Temer, citando o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo dia 6, e o inquérito envolvendo o presidente da República que corre no STF.

    Se declarando contrário a um processo de impeachmet de Temer, Calheiros prega a importância de “todo mundo conversar” para dar um ponto final na crise política.

    “Eu acho que, neste desfecho, o que podemos colocar como melhor para o Brasil, na defesa dos seus objetivos mais permanentes, seria eleição geral em 2018 e assembleia nacional constituinte”, completou.

    Nas recentes semanas, em meio às reformas no Congresso, Calheiros vinha tecendo uma série de críticas a Temer e suas medidas, questionando até mesmo a articulação política do presidente. Mesmo atacado, Temer não confrontou o líder do PMDB no Senado.

    Até esta terça-feira, pelo menos 14 pedidos de impeachment já haviam sido protocolados contra Temer.

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    Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (69)

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    Tags:
    corrupção, política, cassação, renúncia, impeachment, JBS, TSE, STF, Congresso Nacional, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Kátia Abreu, Nelson Jobim, Eunício Oliveira, Rodrigo Maia, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Joesley Batista, Michel Temer, Renan Calheiros, Brasil
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