18:33 06 Julho 2020
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    Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (69)
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    Representantes do grupo JBS afirmaram ter gravado o presidente Michel Temer (PMDB-SP) dando sinal verde para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) depois que este foi preso no âmbito da operação Lava Jato.

    A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela jornal O Globo. Segundo o colunista Lauro Jardim, os donos da empresa produtora de proteína animal, Joesley Batista e Wesley Batista, disseram ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que Temer teria pedido a eles em março para manter uma suposta mesada dada a Cunha e ao seu operador, Lúcio Funaro, para que os dois ficassem calados na prisão. Não ficou claro, no entanto, que tipo de informação comprometedora o deputado cassado e ex-presidente da Câmara, que favoreceu a JBS quando estava no cargo, poderia ter contra o chefe de Estado.

    Ainda de acordo com a delação dos irmãos Batista, há também uma polêmica gravação envolvendo o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, na qual ele pede a Joesley R$ 2 milhões, dinheiro que foi entregue a um primo de Aécio e em seguida depositado numa empresa do senador Zeze Perrella, também do PSDB mineiro. A entrega desse valor foi filmada pela Polícia Federal.

    Os acusados ainda não se pronunciaram sobre a notícia.

    Tema:
    Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (69)
    Tags:
    corrupção, PMDB, PSDB, JBS, Zeze Perrella, Luiz Edson Fachin, Lúcio Funaro, Eduardo Cunha, Wesley Batista, Joesley Batista, Michel Temer, Brasília, Brasil
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