10:31 16 Junho 2019
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    Este carro da Paraíso do Tuiuti, ao se desgovernar, feriu várias pessoas na madrugada do dia 27 no Sambódromo

    Quatro pessoas são indiciadas pela Polícia em acidente com carro alegórico na Sapucaí

    © Sputnik / Gabriel Nascimento
    Brasil
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    A Polícia Civil do Rio indiciou nesta segunda-feira (6), quatro pessoas pelo acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, que deixou 20 feridos, no sábado de Carnaval durante os desfiles das escolas de samba do grupo especial.

    O motorista do carro alegórico, Francisco de Assis, o engenheiro responsável pelos carros, Edson Gaspar, o direitor de alegorias, Jaime Benevides e o diretor de Carnaval da escola, Leandro Azevedo vão responder por imprudência, negligência e imperícia.

    O motorista ainda foi indiciado por lesão corporal culposa decorrente de acidente de trânsito (sem intenção de ferir ou matar). De acordo com o indiciamento,  Francisco de Assis mesmo avisando que não estava enxergando a pista, poderia ter se recusado a dirigir o carro alegórico, mas não o fez. 

    A Paraíso do Tuiuti foi a primeira escolar a desfilar e o acidente ocorreu logo no início da evolução da escola, no Sambódromo do Rio.

    Já sobre o acidente que aconteceu logo após o do desfile da Paraíso do Tuiuti, com outro carro alegórico, mas da escola Unidos da Tijuca, onde parte da estrutura da alegoria desabou atingindo integrantes da escola e deixando 12 feridos na Sapucaí, o presidente da agremiação, Fernando Horta prestou cerca de três horas de depoimento na delegacia da Cidade Nova nesta segunda-feira (6).

    Horta não quis falar com a imprensa, mas seu advogado, Alexandre Lopes disse que a responsabilidade pelo equipamento hidráulico que desabou no carro durante o desfile foi instalado e era de responsabilidade da empresa de engenharia, Berg Indústria Mecânica. Apesar do acidente, o advogado afirma que o sistema foi testado diversas vezes antes do desfile e não apresentou nenhuma falha.

    "Esse equipamento hidráulico é terceirizado pela escola. Há uma outra empresa que monta esse equipamento hidráulico no carro, responsável pela manutenção e até pela operação do equipamento, ninguém da escola opera o equipamento. Houve mais de vinte ensaios dentro do barracão sem que tenha apresentado nenhum problema, com as oito pessoas que estavam na plataforma do carro."

    O responsável pela empresa de engenharia, Mildemberg Batista também foi ouvido pela Polícia. Segundo a empesa, ainda é prematuro para apontar os motivos do acidente, e afirmou que está colaborando com as investigações, para esclarecer o ocorrido.

    Tags:
    lesão corporal culposa, indiciamento, carro alegórico, acidente, Paraíso do Tuiuti, Polícia Civil do Rio de Janeiro, Jaime Benevides, Edson Gaspar, Francisco de Assis, Alexandre Lopes, Leandro Azevedo, Rio de Janeiro
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