05:06 18 Dezembro 2017
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    Policiais civis de Vitória, no Espírito Santo, durante paralisação na quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

    Polícia Civil do Espírito Santo pode entrar em greve em duas semanas

    Tânia Rêgo / Agência Brasil
    Brasil
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    O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) decidiu em assembleia realizada nesta quinta-feira dar um prazo de 14 dias para o governador Paulo Hartung atender as reivindicações trabalhistas da corporação. Caso isso não ocorra, a Polícia Civil também entrará em greve.

    Em tom duro, o Sindipol divulgou uma nota responsabilizando o governo do estado pela grave crise na segurança pública desencadeada pela paralisação dos policiais militares na semana passada. Devido à ausência dos PMs pelas ruas, vários atos criminosos e violentos foram registrados em diversas cidades capixabas nos últimos dias, provocando um verdadeiro cenário de caos no Espírito Santo. 

    "A sociedade precisa entender que essa crise na segurança pública é culpa do Governo do Estado que não investiu e sucateou a Polícia Civil do Espírito Santo. Também estamos sofrendo com a crise na segurança, mas não podemos culpar as mulheres dos policiais militares. Os PMs e suas famílias são vítimas dessa política de desvalorização que também atinge o policial civil. Se os policiais civis não pararam hoje foi em respeito à sociedade", declarou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

    De acordo com o sindicato, os policiais civis só não vão interromper suas atividades imediatamente por respeito ao "momento de medo e tensão que a sociedade capixaba está passando com a crise na segurança pública". No entanto, eles afirmam que não hesitarão se, dentro de duas semanas, não forem atendidas exigências como incorporação da escala especial, recomposição salarial, nível superior para o cargo de agente de polícia e disponibilidade do HPM para policiais civis.  

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    Tags:
    paralisação, polícia, greve, Sindipol, Polícia Militar, Polícia Civil, PM, Espírito Santo
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