16:12 28 Janeiro 2020
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    Durante anuncio de medidas que vão injetar até R$ 30 bilhões na economia, nesta quinta-feira (22), o presidente Michel Temer afirmou que não cogita renunciar.

    Em café da manhã com jornalistas brasileiros e estrangeiros, no Palácio do Planalto, Temer fez um balanço dos sete meses de governo e afirmou que não pretende fazer reforma ministerial por conta da citação de ministros em delações da Lava Jato, como é o caso do chefe da Casa Civil, ministro Eliseu Padilha.  

    "Não vou trocar o ministro Padilha em primeiro lugar, estou examinando pontualmente caso a caso. Evidentemente, em um dado momento se houver necessidade de reforma ministerial eu a farei, mas não a farei em função do ponto A ou do ponto B, farei uma coisa global para efeito administrativo, ou seja, para agilizar cada vez mais o governo, mas não penso nisso agora. Se pensar, pensarei no futuro."

    Pesquisa divulgada no dia 16 de dezembro pelo Ibope apontou que 46% dos brasileiros acham o governo Temer ruim ou péssimo. Ao ser indagado sobre a baixa popularidade, o presidente disse que a impopularidade não o abala ou o atrapalha de governar. Temer ressaltou que no futuro, os brasileiros vão reconhecer  as medidas adotadas pelo seu governo.

    "Eu não abro mão da popularidade. Dizem que há impopularidade né. Isto me incomoda? Digamos assim é desagradável, mas não me incomoda para governar. Para governar, alguém até disse há poucos dias: a popularidade é uma jaula, aproveita a impopularidade para fazer aquilo que o Brasil precisa, e é o que eu estou fazendo. Lá na frente haverá reconhecimento, a verdade virá."

    Acompanhado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e do ministro do Planejamento,  Dyogo Oliveira, Michel Temer abriu o encontro com os jornalistas fazendo dois anúncios: disse que o governo vai liberar para os trabalhadores o saque integral de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)  até dezembro de 2015. "O momento que nós vivemos na economia demanda a adoção de medidas que permitam ainda que de forma parcial uma recomposição da renda do trabalhador. Portanto, estamos permitindo, que os trabalhadores detentores dessas contas até 31 de dezembro de 2015 possam dispor de um recurso que em condições normais não estariam ao seu alcance. Trata-se de um valor que pode alcançar, pelos cálculos cerca de R$ 30 bilhões."

    A previsão é a de que 10,2 milhões se beneficiem com a medida medida. Até fevereiro será divulgado um cronograma para a liberação do dinheiro, que terá como referência a data de aniversário do trabalhador. Segundo Temer, 86% das contas inativas do FGTS têm saldo inferior a um salário mínimo, ou R$ 880. O presidente afirmou, que a retirada desses recursos não coloca em risco setores, como habitação, mobilidade urbana e saneamento, que usam o dinheiro do FGTS.

    Outro anúncio são mudanças nos juros de cartão de crédito na modalidade do rotativo. De acordo com Michel Temer, a partir do 1º trimestre de 2017 haverá uma redução de mais da metade dos juros de cartão de crédito que diz respeito a parcelamento na modalidade do rotativo. O governo pretende limitar um prazo menor para o pagamento do rotativo para até 30 dias e assim espera que os juros caiam pela metade. Em novembro, os juros do cartão de crédito rotativo ultrapassaram a 400% ao ano.

     

     

     

    Tags:
    economia, impopularidade, FGTS, delações, Operação Lava Jato, Governo Federal, Michel Temer, Brasil
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