15:37 27 Fevereiro 2020
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    O ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo voltou atrás e mudou de versão em depoimento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e negou ter pago propina para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

    A nova versão de Otávio Azevedo ocorreu após a defesa da ex-presidenta Dilma informar ao TSE que a doação no valor de R$ 1 milhão da empreiteira para a campanha de 2014 não foi através do Partido dos Trabalhadores (PT), mas por meio de um cheque nominal ao partido (PMDB) do então candidato a vice-presidente Michel Temer.

    Durante o primeiro depoimento, em setembro, Otávio Azevedo afirmou que a quantia tinha sido entregue ao PT como parte de um acordo onde a Andrade Gutierrez repassaria propina de contratos feitos com o governo federal.

    No novo testemunho, Azevedo disse que se confundiu afirmando agora que o valor era doação legal e não dinheiro de propina. 

    De acordo com o advogado de Dilma Rousseff, Flávio Caetano, a nova versão do ex-presidente da Andrade Gutierrez põe fim ao pedido do PSDB de cassação da chapa Dilma-Temer, alegando abuso de poder econômico na eleição de 2014.

    "Dos 25 testemunhos de acusação, era o único que tinha dito que tinha alguma irregularidade na campanha. Hoje cai por terra toda e qualquer acusação  de irregularidade na arrecadação de campanha de Dilma e Michel Temer." 

    O advogado do presidente Michel Temer, Gustavo Guedes, disse que as regras para arrecadação e prestações de contas eleitorais, causaram a confusão de Otávio Azeredo. "O vice-presidente pode arrecadar, abre conta e arrecada, mas ele não tem condição de emitir recibo eleitoral. Esse recibo era feito pelo PT, daí então essa confusão dele de R$ 1 milhão."

    Mesmo após o desmentido de Azevedo, o advogado do PSDB, José Eduardo Alckmin reafirmou que a questão deve continuar a ser investigada, pois nada impede que outras irregularidades tenham ocorrido.

    "O fato é que houve, durante muito tempo, dinheiro de caixa 2 inclusive abastecendo o partido da presidente Dilma e aí realmente causa a necessidade de um exame bem acurado para saber se esse dinheiro, que nem foi contabilizado, uma parte dele, se isso não terá incidido na campanha eleitoral."

    Após o novo depoimento, Otávio Azevedo se limitou a dizer que estava tranquilo. "Da minha parte eu digo que estou bastante tranquilo, como eu vejo que tem que ser. As coisas são o que são e vamos continuar olhando para frente."

     

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    campanha eleitoral, 2014, depoimento, propina, Andrade Gutierrez, TSE, Otávio Marques de Azevedo, Michel Temer, Dilma Rousseff, Brasil
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