02:59 15 Outubro 2019
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    Cientista político prevê queda de Cunha e defende reforma política urgente no país

    Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Brasil
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    Pouco antes do início da sessão na Câmara que vai julgar o processo de cassação do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é grande a expectativa de que os parlamentares vão julgar o colega culpado das diversas acusações contra ele, de abuso de poder político à manutenção de recursos não declarados no exterior.

    O cientista político e pesquisador do Instituto Atlântico, Augusto Cattoni, é um dos que está convicto que Cunha não vai escapar ileso da sessão desta segunda-feira, 12. E traça um paralelo com a votação no Senado que culminou com a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    "Acho compreensível que Dilma e Cunha tenham exercido o poder juntos e tenham caído juntos também. Acho inevitável que Cunha vá cair, mas acho que isso é coisa do passado. Hoje, muito mais importante do que a queda do Cunha é a ascensão da Carmen Lúcia na presidência do Supremo. Isso, sim, é uma notícia relevante."

    Cattoni prevê que, se Cunha fizer a delação premiada, muita gente deve cair.

    "Mas não sinto pena dessa gente, não. Todos estão com o rabo preso, a banda dos 300 picaretas que tinham no Congresso de que falou o Lula. Seria bom, porque as eleições de 2018 vão reeleger todo mundo."

    Ainda assim, o cientista político faz uma observação.

    "Conhecendo a podridão do sistema político brasileiro, é bem possível que um ou outro seja reeleito. A minha esperança é que uma reforma política seja feita e que diminua o número de partidos e essa subvenção que o Estado dá aos partidos políticos. Se acabar com isso já, será um grande avanço para o Brasil."


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    Tags:
    cassação, deputados, votos, mandato, eleições, Câmara dos Deputados, STF, Augusto Cattoni, Eduardo Cunha, Brasília
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