18:41 06 Julho 2020
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    A decisão da presidente afastada Dilma Rousseff em comparecer à sessão do Senado na próxima quinta-feira, 25, poderá se transformar no maior linchamento na história da política brasileira. Apesar do direito de permanecer calada, Dilma decidiu que responderá às perguntas que forem formuladas a ela no plenário do Senado.

    A decisão da presidente afastada Dilma Rousseff em comparecer à sessão do Senado na próxima quinta-feira, 25, poderá se transformar no maior linchamento na história da política recente brasileira. Apesar do direito de permanecer calada, Dilma decidiu que responderá às perguntas que forem formuladas a ela pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski e pelos senadores.Lewandowski, que presidirá a sessão, já sinalizou que o julgamento deverá ser interrompido na sexta-feira, 26, apesar das pressões de parte da oposição no Congresso para que os trabalhos possam ocorrer também durante o fim de semana.

    O roteiro indica que Dilma terá 30 minutos para se manifestar no plenário do Senado antes das perguntas. O próprio Lewandowski, senadores, acusação e defesa terão até cinco minutos cada para questionamentos.

    Na última terça-feira, Dilma divulgou uma carta intitulada “Mensagem ao Senado e ao Povo Brasileiro” em que diz ter acolhido “com humildade” as duras críticas recebidas nos últimos meses em relação a erros cometidos durante seu segundo mandato. Na mensagem, ela também propõe a realização de um plebiscito para consultar o eleitorado sobre uma eventual antecipação das eleições presidenciais de 2018, algo já descartado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e pela oposição.

    O senador João Capiberibe (PSB-PA) diz que a opção pela cassação do mandato de Dilma, além de não resolver a crise institucional vivida pelo Brasil, a aprofunda, e questiona como ficam os 112 milhões de eleitores que foram às urnas em 2014.

    “Esse processo, impregnado de formalismos, nada mais é do que uma encenação grotesca, promovida pela desacreditada representação política no Congresso na tentativa de encobrir nossa falta de cultura democrática. É uma cortina de fumaça para tentar esconder uma nova eleição.”

    O senador do PSB diz que “os candidatos” a esse pleito governaram o país nos últimos cinco anos, levando o país à bancarrota, e que nas urnas só haverá dois partidos na disputa: PMDB e PT. Embora contrário ao impeachment, Capiberibe diz que a saída seria a convocação de um plebiscito, “única saída para debelar a crise política, econômica e moral do pais”.

    Segundo o parlamentar, a hora do plebiscito é agora, porque o país vive um transe histórico, que só se resolve com mais democracia, e a consulta popular, prevista na Constituição, uma prerrogativa do Congresso, que pode aprová-lo por maioria simples.

    “Ao Executivo cabe, no máximo, enviar uma mensagem ao Parlamento propondo sua convocação.”

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    Tags:
    crise, democracia, plebiscito, eleições presidenciais, impeachment, PMDB, PT, PSB, Supremo Tribunal Federal (STF), Congresso Nacional do Brasil, João Capiberibe, Renan Calheiros, Ricardo Lewandowski, Dilma Rousseff, Brasil
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