01:41 23 Outubro 2019
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    Presidente interino do Banco Central Ilan Goldfajn
    © REUTERS / ADRIANO MACHADO

    Banco Central diz que economia começa a melhorar no país e quer inflação de 4,5% em 2017

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    Ao divulgar o Relatório Trimestral de Inflação referente ao segundo trimestre de 2016, o presidente interino do Banco Central, Ilan Goldfajn afirmou em coletiva à imprensa, que houve uma melhora na economia do país, e que está trabalhando para alcançar a meta de inflação de 4,5% em 2017.

    Ilan Goldfajn explicou para a imprensa, que analisando as projeções de inflação e a atual conjuntura econômica em que vive o Brasil, temos todas as condições para atingir o centro da meta em cerca de 18 meses.

    “Estamos com expectativas em torno da meta para 2017. Alguns analistas acreditam que a projeção pode não ser a projeção exata do Banco Central. Acham que pode ser um pouco acima, mas mesmo nesse caso, a magnitude do desvio não justifica a necessidade de adotar uma meta ajustada para perseguir em 2017. Para deixar claro, a meta de 4,5% em 2017 é o nosso objetivo. Temos uma economia que está começando a mostrar melhora, está começando a mostrar uma confiança voltando. Você pode olhar Risco Brasil, não estou falando na alta frequência, mas se pegar nos últimos dois meses está caindo. Então, acredito que as projeções de inflação tem toda a chance de cair também.”

    Sobre a queda de juros no país,  Ilan Goldfajn informou que podem ser criadas as condições para a queda das projeções de inflação do Banco Central no Futuro, porém tudo vai depender de ajustes na economia.

    “Estamos no início de ajustes na economia, que se encaminhadas e aprovadas tem todo o potencial de continuar reduzindo as incertezas na economia com queda do risco Brasil e melhora na confiança. Há medidas fiscais de médio prazo, que se aprovadas pelo Congresso, tem o potencial de melhorar a trajetória da dívida pública. Outras medidas econômicas estão sendo avaliadas, estudadas e outras negociadas pela sociedade. Na medida em que a incerteza caia, o risco do país diminua e a confiança no futuro volte, tenho convicção, que as projeções de inflação do Banco Central tendem a cair.”

    Conforme as projeções do próprio Banco Central, revisadas nesta terça-feira (28), se for mantida a taxa de juros atual em 14,25% ao ano, e o dólar a R$3,45, o ano deve terminar com o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 6,9%, acima do limite de tolerância. Mesmo assim, os dados mostram uma desaceleração constante e, ao fim de 2017, a inflação deve cair para 4,7%.

    As projeções do BC mostram ainda que se a instituição decidir optar pelo corte de juros neste ano, como aguarda parte do mercado financeiro, a inflação ficaria em 7% em 2016 e 5,5% no final de 2017.

    Sobre a política econômica externa, o presidente do Banco Central afirmou que o cenário é desafiador, e que nos próximos anos o Brasil vai enfrentar volatilidades e choques, como a mais recente surpresa, que foi a saída do Reino Unido da União Europeia.

    Para Ilan Goldfajn, o Brexit vai causar implicações a longo prazo para a economia global, principalmente no comércio e no crescimento global,  o como consequência poderá influenciar também no crescimento do Brasil. “Ainda não estão totalmente mapeadas, as consequências para o futuro. Isso introduz incerteza para frente, que vamos ter que conviver. Há que observar o impacto no mundo e por consequência no Brasil. Não sabemos exatamente o impacto, mas sabemos que deve reduzir de alguma forma o crescimento global e pode influenciar o crescimento no Brasil, não sabemos a magnitude.”

    Tags:
    mercado financeiro, inflação, Brexit, economia, Banco Central, Brasil, Brasília
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