11:55 19 Janeiro 2018
Ouvir Rádio
    Plenário do STF julga segunda ação penal contra Cunha

    Por unanimidade, STF vota para Cunha se tornar réu no Supremo em mais uma ação

    José Cruz/Agência Brasil
    Brasil
    URL curta
    251

    Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta quarta-feira (22) ação penal contra o contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo recebimento de R$ 5 milhões de propina em contas não declaradas na Suíça, informou Agência Brasil.

    Eduardo Cunha pode virar réu em mais um processo
    Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
    Com a decisão, Cunha vai responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas e passará à condição de réu em duas ações penais que tramitam na Corte, oriundas da Operação Lava Jato.

    Os 10 ministros acompanharam o voto do relator, Teori Zavascki, e também entenderam que Cunha é beneficiário e o verdadeiro controlador das contas na Suíça. Para o relator, as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) comprovam que Cunha recebeu R$ 5 milhões de propina nas contas de seu truste, com o objetivo de ocultar a origem dos valores.

    Durante sua manifestação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reafirmou que Cunha é o titular das contas na Suíça. A denúncia foi apresentada por Janot ao STF em março. Em outubro do ano passado, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem de aproximadamente R$ 9 milhões encontrados nas contas atribuídas a Cunha e seus familiares. De acordo com os investigadores da Lava Jato, os valores são fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de petróleo no Benin, avaliado em mais de US$ 34 milhões.

    Cunha já responde a uma ação penal no Supremo, na qual é acusado de receber US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sonda da Petrobras.

    Na terceira e mais recente denúncia que chegou à Corte, ele é acusado de cobrar propina para liberar verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

    Mais:

    Diretor da TV Câmara demitido após transmitir pronunciamento de Cunha
    Cunha diz que não vai renunciar e nega ter mentido sobre conta no exterior
    Conselho de Ética aprova cassação de Eduardo Cunha
    Cunha e mulher ganham multa de R$1,13 milhão do BC por esconder contas no exterior
    Tags:
    Operação Lava Jato, STF, Teori Zavascki, Rodrigo Janot, Eduardo Cunha, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik