06:03 22 Agosto 2017
Ouvir Rádio
    Delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, Alessandro Thiers

    MP: delegado não é mais responsável por investigar estupro coletivo

    Tomaz Silva/ Agência Brasil
    Brasil
    URL curta
    Estupro coletivo no Rio de Janeiro (15)
    851514

    O Ministério Público determinou, neste domingo, que Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), cujo titular é Alessandro Thiers, ficará encarregada de investigar o vazamento das imagens do estupro nas redes sociais, enquanto o caso envolvendo o estupro coletivo da menor vai para a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

    A advogada Eloisa Samy Santiago, que defende a menor de 16 anos que alga ter sofrido estupro coletivo há uma semana no Rio, já havia questionado a postura de Thiers. Segundo ela, o delegado conduziu o depoimento da vítima de forma a culpá-la pelo ocorrido.

    "Ele perguntou à vitima se ela tinha por hábito participar de sexo em grupo. A uma vítima de estupro", criticou a advogada. "Quero procurar todos os órgãos que possam auxiliar nesse caso. Inclusive a corregedoria de polícia. Quero representar contra o delegado Alessandro Thiers."

    O caso ocorreu há cerca de uma semana, no morro São José Operário, em Jacarepaguá,  na zona oeste da cidade. Um vídeo mostrando o crime foi divulgado na última quarta-feira, na internet, por um dos 33 homens que teriam participado. Eloisa Samy Santiago defende a menor junto com a advogada Caroline Bispo.

    O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) já havia se manifestado favoravelmente ao desmembramento do inquérito. Na noite do último sábado, os promotores do MP se reuniram com as advogadas da adolescente, que fizeram questionamentos em relação às investigações da Polícia Civil e a forma como o delegado Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), vinha atuando no caso, segundo elas “de forma machista e misógina”.

    Os promotores atenderam a três dos pedidos das advogadas, inclusive sobre a necessidade de desmembramento do caso, mas não se posicionaram contra o afastamento do delegado por entender que essa era uma atribuição da polícia civil.

    Tema:
    Estupro coletivo no Rio de Janeiro (15)

    Mais:

    Advogada de vítima de estupro quer representar contra delegado
    OAB/Mulher: ‘Mais do que um estupro, foi um crime de ódio contra as mulheres’
    #30ContraTodas: Estupro coletivo gera mobilização em massa nas redes sociais
    Tags:
    delegado, estupro coletivo, Ministério Público, Eloisa Samy, Alessandro Thiers, Rio de Janeiro, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik