19:48 10 Agosto 2020
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    Ministros conversam sobre defesa de Dilma com base aliada no Senado

    Brasil
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    Impeachment no Senado (104)
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    Os ministros da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, e da Fazenda, Nelson Barbosa, se reuniram nesta quarta-feira (20) com senadores da base aliada do governo no gabinete do vice-presidente da Casa, Jorge Viana, do PT, para reforçar os argumentos da defesa de Dilma Rousseff de que a presidenta não cometeu crime de responsabilidade.

    A maior preocupação no momento, segundo o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), é que novos fatos sejam incluídos no julgamento do Senado, caso seja aceita a admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma.

    Durante a reunião, os ministros explicaram para os senadores que argumentos vão ser usados na defesa da presidenta tendo como base o detalhamento do relatório aprovado na Câmara dos Deputados no domingo (17).

    De acordo com o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, para o Senado será ser feita uma defesa diferente da usada junto aos deputados. A ideia do ministro é mostrar as inconsistências no relatório e na sessão de julgamento da Câmara. Cardozo pretende ainda apontar a fragilidade na acusação de que Dilma cometeu crime de responsabilidade nas chamadas pedaladas fiscais e na abertura de decretos de crédito suplementar.

    A expectativa do Advogado-Geral da União é conseguir fazer a defesa da presidenta na Comissão Especial e no Plenário do Senado ainda nesta primeira fase de admissibilidade do processo.

    “Haverá um momento em que nós faremos a nossa defesa na comissão especial. Pelo menos me foi dito isso, e eu acredito que é o correto". 

    Da parte do Senado, o Presidente da Casa, Renan Calheiros, afirmou que é preciso ter  responsabilidade e atuar junto com o Supremo Tribunal Federal neste momento inicial do processo para evitar a judicialização do impeachment. Renan Calheiros aproveitou ainda para rebater as recentes declarações do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de que a Casa vai paralisar as votações até que o Senado finalize a questão do impeachment presidencial.

    “O Senado, com responsabilidade, é preciso dizer, saberá separar o interesse do Brasil do interesse de governos que são efêmeros. E quanto mais o presidente da Câmara (Eduardo Cunha) tentar interferir no ritmo de andamento do processo no Senado, sinceramente, ele só vai atrapalhar”.

    Calheiros deixou claro que apesar do processo de impeachment ter seu calendário próprio de sessões e reuniões, a Casa não pode parar, e outras matérias precisam ser votadas. Ele ressaltou que enquanto o processo de impeachment corria na Câmara, o Senado continuou realizando votações como a lei de responsabilidade das estatais, o pré-sal, e o desaparelhamento político dos fundos de pensão. Para o presidente do Senado, paralisar uma das Casas do Legislativo só vai agravar a crise do país.

    "Paralisar as ações é muito ruim, porque ninguém vai se beneficiar do lockout, do agravamento da crise, do desemprego, do aumento da desesperança".

    Tema:
    Impeachment no Senado (104)
    Tags:
    impeachment, Senado, Advocacia Geral da União, José Pimentel, Renan Calheiros, José Eduardo Cardozo, Eduardo Cunha, Dilma Rousseff, Brasília, Brasil
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