20:25 29 Novembro 2020
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    O Diretório Nacional do PMDB, maior partido do Congresso, anunciou na tarde desta terça-feira (29) a sua saída da base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff, rompendo uma aliança de anos com o PT.

    A decisão foi anunciada pelo senador Romero Jucá (RR), vice-presidente da legenda, ao fim de uma curta reunião que ocorreu em um plenário da Câmara dos Deputados, e que contou com a participação de mais de 100 membros do Diretório Nacional do partido.

    Determinou-se ainda a entrega de todos os cargos da legenda no Executivo, com punição prevista para possíveis dissidências. Foi definida de forma informal a data de 12 de abril para que os ministros do partido deixem seus cargos no governo.

    "A partir de hoje, nessa reunião histórica, o PMDB se retira da base do governo da presidenta Dilma Rousseff. E ninguém do país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do partido PMDB" – afirmou Jucá.

    A votação se deu de forma simbólica, por aclamação – os favoráveis à saída ficaram de pé e gritaram palavras de ordem como "Brasil pra frente, Temer presidente" e "fora PT". Os nomes de peemedebistas contrários à decisão não foram divulgados.

    A reunião não contou com a presença nem dos ministros peemedebistas, nem do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB —AL), nem do presidente nacional do partido, o vice-presidente da República Michel Temer. Nomes como José Sarney, Eduardo Paes e Sergio Cabral também não compareceram.

    A posição do PMDB teria sido articulada por Michel Temer e definida após uma reunião prévia com Renan Calheiros.

    Tags:
    governo, PMDB, Dilma Rousseff, Brasil
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