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    Bloco de rua em Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil, em 7 de fevereiro de 2016

    Latino-americanos curtem carnaval de rua no Rio de Janeiro

    Isabela Vieira/Agência Brasil
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    A comunidade latino-americana voltou a se divertir no Bloco Bésame Mucho, criado há quatro anos e que reúne músicos mexicanos, argentinos, peruanos, colombianos e brasileiros.

    O bloco foi às ruas do bairro de Santa Teresa neste domingo, com um repertório cheio de salsa, cumbia, funk e marchinhas de carnaval. 

    Inspirado pela canção da década de 1940, da compositora mexicana Consuelo Velásquez, um dos fundadores do bloco, o também mexicano Ezequiel Soto, contou à Agência Brasil que a ideia de fundar o Bésame surgiu no aniversário dele. "Era uma forma de integrar as culturas e de festejar", disse. Depois, a ideia ganhou vida própria.

    "Hoje é um bloco de amigos que se expande todos os anos. Tem francês, italiano, alemão… É uma babel", diz Soto, que estuda no Instituto de Matemática Pura e Aplicada, instituição de referência no mundo.

    Em seu quarto ano de desfile no bairro de Santa Teresa, o repertório vibrou ao som de arranjos mais latinos ainda, incluindo para o carimbó, com destaque para a música Jamburana, de Dona Onete, Afro Blue, uma peça clássica do percussionista cubano Mongo Santa Maria, além das argentinas Carnavalito (El Humahuaqueno) e a peruana Carinito. As músicas são cantadas em português e espanhol, por várias vozes, descendo e subindo as ladeiras do bairro.

    O percussionista Mestre Vitico, que também participa do bloco, é o responsável por formar os músicos em aulas de percussão latina ao longo do ano e apresentar os novos arranjos. Há quase 11 anos no Brasil, o músico, que já integrou uma banda nascida no carnaval, o Songoro Cosongo, em 2005, explica que os ritmos latinos são semelhantes. "O que fazemos, em geral, é incluir instrumentos brasileiros, como surdo, caixa, atabaque e xequerê, que até já é mais usado em outros lugares, nos arranjos musicais", contou.

    Para ele, o Besame é uma chance de divulgar a cultura latino e de se misturar. "Não sei explicar, talvez, pela língua, tem uma barreira que faz o Brasil não conhecer o continente. Mas quando a gente toca, as pessoas gostam. Prova disso é o bloco cheio", constatou.

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    bloco carnavalesco, blocos de rua, carnaval, Carnaval 2016, Carnaval, Rio de Janeiro, Brasil
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