04:08 16 Janeiro 2021
Ouvir Rádio

    Impeachment: 'tentativa de golpe da oposição que não aceitou o resultado das eleições'

    Brasil
    URL curta
    Pedido de impeachment de Dilma Rousseff (132)
    1722625
    Nos siga no

    Após o acolhimento do pedido de impeachment por parte do presidente da câmara, Eduardo Cunha, a presidente Dilma Rousseff afirmou que recebeu com indignação a decisão de abertura de processo contra ela. Ela lembrou que seu mandato foi conferido democraticamente pelas urnas.

    Em entrevista exclusiva à agência de notícias Sputnik Brasil, o Deputado federal do PT (MT), Ságuas Moraes, falou sobre a decisão de acolher o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. 

     

    Sputnik Brasil: Deputado, como o Sr. recebeu a decisão do presidente da câmara, Eduardo Cunha, de acolher o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff?

    Deputado Ságuas Moraes: Na nossa opinião é um absurdo, porque nós vimos tratando deste assunto como uma tentativa de golpe da oposição que não aceitou o resultado das eleições até hoje, e articulada com o presidente da câmara, que estava trabalhando essa questão do impeachment. Eles perderam a oportunidade, por conta do desgaste do Eduardo Cunha, e resolveram afastar e pedir a cassação dele, e nesse momento que o Eduardo Cunha tinha expectativa que o PT o apoiaria no Conselho de Ética, o PT tirou uma resolução de que não o apoiaria e a partir daí ele voltou a se aliar com o PSDB e ao DEM para o pedido de impeachment que na nossa opinião é uma tentativa de golpe. 

    "Contra esse governo, contra a presidenta Dilma não pesa nenhum ato de responsabilidade que ensejaria um impeachment", afirmou o deputado. 

    Sputnik Brasil: Deputado, a bancada do PT esteve reunida na manhã desta quinta-feira reunião esta que se estendeu até o início da tarde. O sr. pode nos revelar que decisões foram tomadas pelos parlamentares do Partido dos Trabalhadores?

    Ságuas Moraes: Em primeiro lugar, manter a unidade de todo o partido para que possamos caminhar com força nesse processo. Nós vamos começar a fortalecer a nossa aliança com os partidos da base no sentido de mostrar claramente a tentativa do golpe, e que ficou claro e evidente, porque uma hora após tomarmos a decisão de que não apoiaríamos Eduardo Cunha na Comissão de Ética, ele anunciou o impeachment. Assim, juntamente com a base de apoio ao governo da presidenta Dilma, vamos buscar dialogar com a sociedade, dialogar com os movimentos sociais pra deixar claro que existe um conluio do PSDB, do Aécio Neves, do DEM, com o presidente Eduardo Cunha, que, como tudo indica, deverá ser cassado, na tentativa de dar um golpe contra o nosso governo eleito democraticamente. Contra esse governo, contra a presidenta Dilma não pesa nenhum ato de responsabilidade que ensejaria um impeachment.   

     

    Com a aceitação do pedido impeachment, uma comissão de deputados será criada para emitir um parecer sobre a abertura efetiva ou não do processo de impedimento da presidente. A decisão de afastar a presidente do cargo só é tomada após o trabalho dessa comissão e precisa ter o apoio de 342 deputados.

    Esse parecer terá ainda de ser votado em plenário e, em caso de decisão de abrir processo de impeachment, ele irá ao Senado e Dilma será afastada do cargo até o julgamento.

    Tema:
    Pedido de impeachment de Dilma Rousseff (132)

    Mais:

    PT não aceitará processo de impeachment passivamente
    Dilma Rousseff contra-ataca após pedido de abertura do processo de impeachment
    Dilma recebe Macri no dia 4, apesar da polêmica sobre Venezuela
    Dilma se opõe ao uso da cláusula democrática do Mercosul contra Venezuela
    Tags:
    oposição, golpe, eleições, PT, Eduardo Cunha, Dilma Rousseff, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar