18:52 26 Maio 2018
Ouvir Rádio
    Dilma Rousseff, presidenta de la República de Brasil

    Dilma anuncia corte de 10% em seu próprio salário

    © REUTERS / Mike Segar
    Brasil
    URL curta
    1172

    Junto do anúncio de uma grande reforma ministerial, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, decidiu cortar seu próprio salário em 10%. O vice-presidente, Michel Temer, e os ministros, sofrerão redução na mesma porcentagem.

    Com isso, o vencimento da presidente, que é de R$ 30.934,70, passará para R$ 27.841,23. O vice-presidente e os ministros recebem a mesma remuneração da presidente e terão seus salários reduzidos na mesma proporção.

    Na reforma divulgada na manhã desta sexta-feira, Dilma anunciou a diminuição de 39 para 31 ministérios. Com os salários de ministros, presidente e vice, o governo gastava um total de R$ 1.268.322,70, e agora gastará R$ 918.760,55, uma economia de cerca de R$ 350 mil por mês, ou cerca de R$ 4,5 milhões em um ano, levando em conta o corte das 8 pastas e o 13º salário dessas autoridades.

    Com as alterações, Jaques Wagner assume a Casa Civil, cujo titular, Aloysio Mercadante, irá para a Educação; Aldo Rebelo fica com a Defesa; Miguel Rosseto vai para a pasta do Trabalho, que será unido ao da Previdência; O Ministério da Tecnologia fica com Celso Pansera; Marcelo Castro assume o Ministério da Saúde; e o Ministério dos Portos terá Hélder Barbalho como titular.

    O Ministério da Pesca será integrado ao da Agricultura, hoje controlado por Kátia Abreu. A Secretaria de Assuntos Estratégicos será extinta, assim como a Secretaria Geral. O Ministério da Micro e Pequena Empresa será incorporado pela Secretaria de Relações Institucionais. Os ministérios das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos serão reunidos em um só, sob o comando de Nilma Lima.

    O governo informou ainda que irá cortar 30 secretarias nacionais em todos os ministérios e 3 mil cargos comissionados, além buscar a redução em 20% em gastos de custeio e de serviços de terceiros.

    Mudança por mais governabilidade

    Com as alterações, Dilma Rousseff ampliou o espaço do PMDB na Esplanada dos Ministérios e disse que é preciso estabilidade política para que o País volte a crescer. "Precisamos colocar os interesses do país acima dos interesses partidários", disse.

    Segundo ela, o redesenho busca construir um ambiente de diálogo e respeita os partidos. "Fazem parte da coalizão que me elegeu e têm direito de governar comigo", afirmou, ressaltando que essa coalizão está agora mais equilibrada. "Governos de coalizão, como o meu, precisam de apoio do Congresso".

    Dilma disse que é preciso dialogar com o Congresso para a aprovação de políticas, leis e medidas provisórias que acelerem a saída da crise. "Controle da inflação e ajuste aprovado pelo Congresso podem contribuir para a retomada do crescimento."

    Os novos ministros tomarão posse em uma cerimônia coletiva na próxima terça-feira, às 10h.

    Mais:

    Tsipras convida Dilma para evento que vai acender a tocha dos Jogos Olímpicos
    Dilma na ONU: Brasil está de braços abertos para receber os refugiados
    Dilma e Bill Gates falam de ação conjunta contra a fome na África
    Dilma Rousseff promete reduzir emissões de gases com efeito estufa em 37%
    Dilma: Brasil terá "boa meta" para redução de emissões de gases estufa
    Tags:
    reforma ministerial, salário, coalizão, corte, PMDB, PT, Nilma Lima, Hélder Barbalho, Marcelo Castro, Celso Pansera, Aldo Rebelo, Kátia Abreu, Miguel Rossetto, Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, Dilma Rousseff, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik