23:29 23 Outubro 2018
Ouvir Rádio
    Sede da ONU, em Nova York
    © East News / Alessandro Cosmelli

    Dilma deve apresentar na Assembleia Geral da ONU proposta do Clima para Cop21

    Brasil
    URL curta
    70ª Assembleia Geral da ONU (47)
    132

    A Presidenta Dilma Rousseff vai a Nova York, nos Estados Unidos, para participar, a partir desta sexta-feira (25), da Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e da Assembleia Geral das Nações Unidas, reunião que marca os 70 anos da organização.

    Segundo o Itamaraty, a presidenta deve apresentar em seu pronunciamento na Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, no domingo (27), as metas do Brasil para a Cúpula do Clima de Paris, a COP 21, que acontece no final deste ano, na França.

    Durante o encontro, os países participantes vão debater as 17 metas de desenvolvimento sustentável a serem atingidas até 2030. O Brasil teve papel fundamental na elaboração das propostas que visam a acabar com a pobreza, promover o desenvolvimento econômico e social e a proteção ambiental.

    Segundo o subsecretário-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Fernando Simas, a proposta brasileira vai ter grande repercussão na Assembleia da ONU, pois são medidas ambiciosas e inovadoras.

    Simas destaca que a proposta é resultado de uma ampla consulta à sociedade civil brasileira e reafirma o compromisso do Brasil com a agenda da sustentabilidade.

    “Primeiro, nós somos obviamente uma referência importantíssima. Basta ver, por exemplo, os dados que nós viemos obtendo em redução do desmatamento, e, com isso, obviamente, em redução de emissão dos gases de efeito estufa. O anúncio a ser feito pela presidenta vai ter uma grande repercussão, porque ele vai ser uma reiteração do nosso compromisso com a agenda da mudança do clima, mas com um olhar ainda mais ambicioso sobre aquilo que os países em desenvolvimento podem fazer. E a Organização das Nações Unidas incorporou novos temas na agenda global, que estão perfeitamente refletidos em políticas públicas brasileiras, como é o caso do cumprimento dos objetivos de desenvolvimento do milênio e agora com a adoção dos objetivos de desenvolvimento sustentável com vistas a agenda 2030, que vai ser adotada na Cúpula deste fim de semana”.

    Para o embaixador, o momento também vai ser oportuno para debater temas como a reforma do Conselho de Segurança da ONU.

    De acordo com Fernando Simas, além do Brasil, a Alemanha, o Japão e a Índia defendem a ampliação de países no Conselho de Segurança da ONU.

    “Ao celebrar 70 anos, nós também nos dispomos a pensar sobre o Conselho de Segurança, sobre o legítimo pleito brasileiro de uma atualização não só dos integrantes do Conselho, mas também da sua eficácia, da sua legitimidade, dos métodos de trabalho do órgão. E tudo isso faz sentido, porque a única reforma do Conselho anterior, que foi o aumento de membros não permanentes, se deu exatamente há 50 anos também, em 1965. O tema também surgiu há 10 anos na Cúpula Mundial de 2005. Há uma série de datas que marcam um calendário, e um sentido assim de busca de um novo dinamismo, de um impulso maior às considerações que são feitas pelo grupo dos 4, que buscam defender a ampliação do Conselho na categoria de membros permanentes e não permanentes, e em particular a aspiração brasileira”.

    Atualmente, o Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), além de outros dez membros não permanentes eleitos para mandatos de dois anos. O Brasil já participou cerca de dez vezes como membro não permanente do Conselho.

    Fernando Simas também acredita que outro assunto que será mencionado no pronunciamento da Presidenta Dilma é a questão da crise humanitária.

    Segundo o embaixador, é normal que o Brasil aproveite para passar uma mensagem de apoio, anunciando a decisão desta semana de que o país vai continuar por mais dois anos a autorizar que os consulados brasileiros emitam os vistos especiais de natureza humanitária para os refugiados sírios.

    Conforme dados da ONU, desde o início deste ano mais de 2,5 mil imigrantes já morreram no Mar Mediterrâneo, vítimas das embarcações superlotadas que tentam chegar à costa da Europa.

    Nesta sexta-feira (25), o primeiro compromisso da Presidenta Dilma Rousseff acontece às 9 horas, onde estará presente junto com mais de 150 líderes mundiais, no discurso do Papa Francisco, que também vai participar da Cúpula. À noite, a presidenta participa de uma recepção e jantar oferecidos pelo primeiro-ministro da Suécia, com um grupo de chefes de Estado formado por Alemanha, África do Sul, Colômbia, Índia, Libéria, Tanzânia, Timor Leste e Tunísia, que darão apoio à implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável brasileiro.

    Tema:
    70ª Assembleia Geral da ONU (47)
    Tags:
    Assembleia Geral da ONU, COP 21, Conselho de Segurança da ONU, Itamaraty, ONU, Fernando Simas, Dilma Rousseff, Timor Leste, Tanzânia, Tunísia, Libéria, Colômbia, Nova York, Suécia, Alemanha, África do Sul, Índia, EUA, França, Japão, Paris, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik