16:44 18 Dezembro 2017
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    Ex-pesquisador da OCDE prevê entrada em breve do Brasil na entidade internacional

    Ana de Oliveira/AIG-MRE
    Brasil
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    Diretor da OCDE visita o Ministro Joaquim Levy e garante que sua instituição estuda seriamente a filiação do Brasil. O economista Roberto Fendt, ex-pesquisador da entidade, fala sobre o assunto com exclusividade para a Sputnik.

    A partir dos primeiros dias de junho deste ano, a OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico deverá aprofundar as análises para o ingresso do Brasil na entidade. A informação foi prestada por Álvaro Santos Pereira, diretor do Departamento Econômico da instituição, após ser recebido em audiência em Brasília pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em declarações à mídia, Pereira reconheceu a importância para o órgão de trazer investimentos para o Brasil.

    Sediada em Paris, na França, a OCDE é uma entidade formada por 34 países-membros que respeitam os princípios da democracia representativa e da economia de livre mercado. De acordo com os seus princípios, ela “procura fornecer uma plataforma para comparar políticas econômicas, solucionar problemas comuns e coordenar políticas domésticas e internacionais”.

    Na opinião do economista Roberto Fendt, diretor-executivo do Cebri – Centro Brasileiro de Relações Internacionais, que há alguns anos trabalhou como pesquisador da OCDE, “a entidade fornece estes suportes e faz análises sobre a situação política e econômica mundial. A OCDE é composta, em sua maioria, por países do primeiro mundo, e é importante pertencer a esta organização. Um país que tem uma economia como a do Brasil não pode ficar de fora da entidade.” 

    Roberto Fendt lembrou que a OCDE foi fundada em 1948, três anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de atender aos princípios do Plano Marshall, de reconstrução da Europa: “Na época, ela era apenas a Organização de Cooperação Econômica, mas, a partir de 1961, ampliou a sua denominação para Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento.”

    Para o economista, é fundamental para qualquer país pertencer à OCDE: “É um sinal de grande prestígio internacional fazer parte desta entidade. Se o Brasil for admitido, será muito bom para o país.”

    Roberto Fendt chama a atenção para o fato de que o ajuste fiscal em curso no Brasil precisa ser bem-sucedido: “É fundamental que as medidas de correção da economia deem resultados positivos, pois a OCDE é composta por países de economia estável, e o Brasil deve estar incluído entre estes países.”

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    Tags:
    OCDE, Roberto Fendt, França, Brasil
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