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    Na terça-feira (26), a Força Aérea de Taiwan conduziu uma série de exercícios, mostrando inclusive um novo míssil e ameaçando atacar o território chinês, segundo o jornal Global Times.

    De acordo o jornal chinês Global Times, a demonstração das novas armas "reforçou indevidamente a coragem dos secessionistas" de Taiwan, podendo dar origem a acidentes com o Exército de Libertação Popular (ELP) durante os exercícios perto da ilha.

    A Força Aérea de Taiwan conduziu uma série de exercícios, onde mostrou pela primeira vez à mídia o novo míssil de cruzeiro ar-superfície Wan Chien de produção doméstica.

    O míssil Wan Chien, que está sendo produzido em massa, consegue carregar centenas de submunições e atingir alvos a 200 km de distância, ou seja, pode ser lançado de uma área próxima da "linha média" do estreito de Taiwan e destruir facilidades militares costeiras, incluindo aeródromos, no território chinês.

    Segundo observadores militares da China, o míssil é essencialmente um distribuidor de munições aerotransportadas, um tipo de arma que a China continental também possui.

    De acordo com o especialista militar chinês Song Zhongping, citado pelo Global Times, os caças de Taiwan que carregam estes mísseis seriam facilmente abatidos pelo ELP, antes mesmo de deixarem o aeródromo, em caso de guerra no estreito de Taiwan.

    "Não importa o quão bom seja o míssil, ele é inútil caso sua plataforma de lançamento seja destruída", enfatizou.

    No sábado (23) e no domingo (24), uma incursão em larga escala de caças e bombardeiros chineses com capacidade nuclear ocorreu na parte sudoeste da zona aérea de Taiwan, segundo informou a agência Reuters.

    Na ocasião, a tripulação de voo da Primeira Ala de Caças Táticos começou a preparar imediatamente dois aviões quando o alarme soou, tendo como objetivo sua decolagem em cinco minutos ao receber uma chamada de emergência, armados com mísseis ar-ar Sidewinder de produção norte-americana e mísseis de cruzeiro ar-superfície Wan Chien de produção doméstica.

    Pequim defende o conceito de Uma só China, no qual Taiwan faria parte da República Popular da China, enquanto Taipé reforça laços com Washington desde a administração Trump, com frequentes casos de navios norte-americanos passando perto das águas da China continental, onde também está concentrado um alto número de embarcações chinesas.

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    Tags:
    Taiwan, China, disputa, disputa territorial, Força Aérea, míssil
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