04:00 20 Novembro 2019
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    Nada de Brasil: Índia quer ser o 3º dos BRICS a integrar o Conselho de Segurança da ONU

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    A Índia deve ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (CSNU) para garantir a representação adequada do país no cenário internacional, afirmou o vice-presidente indiano, enquanto Nova Déli continua a defender a reforma do conselho.

    "Precisamos renovar nossos esforços para obter uma adesão permanente ao Conselho de Segurança da ONU, reforçando ainda mais o apoio de nações do mundo e construindo um diálogo sustentado em favor das reformas do Conselho de Segurança", disse Shri M. Venkaiah Naidu na terça-feira.

    A Índia emergiu como a economia com crescimento mais rápido, com poderes globais reconhecendo a história de crescimento do país asiático.

    Atualmente, há cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — China, França, Rússia, Reino Unido e EUA —, todos com poder de veto para deixar de lado qualquer resolução que possa comprometer a estabilidade e a segurança mundiais.

    Além das potências vitoriosas na Segunda Guerra Mundial, o conselho também tem 10 assentos para membros não permanentes que são eleitos pela Assembleia-Geral das Nações Unidas por períodos de dois anos para melhor representar suas regiões geográficas. Esses Estados, no entanto, carecem do poder de veto concedido aos membros permanentes do conselho.

    A Índia, uma potência global importante com 1,3 bilhão de pessoas, vem pedindo a reforma do CSNU há algum tempo, junto com o Brasil, a Alemanha e o Japão. Nova Déli argumenta que o país ganhou o direito de contribuir para a segurança mundial.

    "O mundo precisa da Índia porque os problemas e desafios que o planeta enfrenta hoje precisam de uma visão humana e holística", ponderou Naidu. "O mundo precisa da Índia porque precisa de uma voz que fale de paz, não-violência e coexistência pacífica".

    No entanto, apesar dos pedidos para reformar o CSNU, quaisquer mudanças na composição da câmara exigiriam pelo menos dois terços de aprovação dos membros da Assembleia-Geral. Além disso, todos os membros permanentes devem concordar com qualquer expansão do conselho para incluir novos Estados com poder de veto.

    Durante os governos petistas, o Brasil também trabalhou internacionalmente para obter um assento no CSNU. O continente africano é outro a ter solicitado, no passado, maior representatividade no grupo com um assento permanente.

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    Tags:
    protagonismo, diplomacia, defesa, segurança, militares, Segunda Guerra Mundial, ONU, Assembleia Geral da ONU, Conselho de Segurança da ONU, BRICS, Shri M. Venkaiah Naidu, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Brasil
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