02:43 26 Junho 2019
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    U.S. President Donald Trump shakes hands with North Korea leader Kim Jong Un at the Capella resort on Sentosa Island Tuesday, June 12, 2018 in Singapore.

    Líder da Coreia do Norte dá ultimato aos EUA e cobra postura de Trump

    © AP Photo / Evan Vucci
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    As fracassadas conversas frente a frente com o presidente Donald Trump levantam dúvidas sobre se os EUA estão realmente comprometidos em melhorar as relações com a Coreia do Norte, disse o líder Kim Jong-un, prometendo reforçar a defesa do país.

    Pyongyang dará aos Estados Unidos até o final do ano para abandonar "seu atual método de cálculo" em relação às negociações bilaterais e chegar a uma "postura correta", declarou Kim, citado pela agência de notícias estatal KCNA no sábado.

    Nesse caso, a Coreia do Norte considerará realizar uma terceira cúpula com o presidente Trump em algum momento no futuro, explicou o líder norte-coreano – em Washington, o discurso a favor de um novo encontro também já foi externado.

    Dirigindo-se ao Parlamento da nação, Kim afirmou que suas conversas com Trump em fevereiro levantaram "uma forte questão" se o país estava certo em fazer concessões. O encontro, que foi interrompido pela Casa Branca e terminou sem um acordo, também colocou em dúvida a "verdadeira disposição" de Washington para melhorar as relações com a Coréia do Norte.

    De acordo com Kim, o problema estava no "tipo de diálogo ao estilo americano", que equivalia a fazer demandas "unilaterais", sem estar pronto para "sentar-se frente a frente conosco e resolver o problema".

    Como Pyongyang espera que os EUA mudem sua postura, "continuará aumentando as capacidades de defesa", enfatizou o líder norte-coreano. Ele não especificou quais ramos das Forças Armadas serão fortalecidos e como.

    Trump, por sua vez, escreveu no Twitter que outra reunião com Kim "seria boa, pois entendemos perfeitamente onde cada um está". A relação entre os líderes "continua muito boa, talvez o termo excelente seja ainda mais preciso", adicionou.

    O tom do presidente contrastava com a postura mais rígida do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que disse antes que queria "deixar um pouco de espaço" para aliviar as sanções a Pyongyang, mas afirmou que as restrições permanecerão em vigor por muito tempo, uma vez que os EUA consideram a Coreia do Norte uma ameaça nuclear.

    Trump e Kim se conheceram pela primeira vez em Singapura no ano passado. Eles concordaram em buscar a paz e a Coreia do Norte se comprometeu a trabalhar em prol da "completa desnuclearização" da península coreana. Nos meses que antecederam as negociações, Pyongyang congelou seus testes de mísseis nucleares e balísticos e demoliu o único local de testes nucleares conhecido.

    A próxima rodada de negociações, realizada em Hanói, no Vietnã, rapidamente se desfez. Os EUA rejeitaram categoricamente a proposta de suspender parcialmente as sanções contra a Coreia do Norte, em troca de garantias adicionais de que Pyongyang não reiniciaria os testes nucleares e de mísseis balísticos.

    O Conselheiro de Segurança Nacional de Trump, John Bolton, mais tarde esclareceu que a Casa Branca achava a ideia de Kim Jong-un de uma "desnuclearização passo a passo" inaceitável também.

    Autoridades norte-coreanas já manifestaram prontidão para retomar o programa de mísseis balísticos e nucleares se os EUA continuarem com sua política agressiva em relação à nação.

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    Tags:
    desnuclearização, armas nucleares, negociações, diplomacia, relações bilaterais, KCNA, John Bolton, Mike Pompeo, Kim Jong-un, Donald Trump, Vietnã, Hanói, Coreia do Norte, Estados Unidos
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