10:21 19 Maio 2019
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    A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo).

    Microsoft diz desconhecer motivo da queda do Bing na China

    © REUTERS / Hyungwon Kang
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    A Microsoft ainda está tentando descobrir por que seu mecanismo de busca Bing foi desativado na China, disse o presidente da empresa dos Estados Unidos em meio a especulações de uma possível censura de Pequim.

    O site chinês da empresa norte-americana estava funcionamento novamente na quinta-feira (24), um dia depois de ter sido subitamente desativado. O Bing é o mecanismo de busca estrangeiro mais popular da China.

    A interrupção gerou temores entre os usuários das redes sociais de uma possível censura.

    Facebook e o Twitter são bloqueados por Pequim. As autoridades usam um aparato de censura conhecido como "Great Firewall".

    "Esta não é a primeira vez que isso acontece. Isso acontece periodicamente", disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, ao Fox Business News no Fórum Econômico Mundial em Davos. "Há momentos em que há desentendimentos, há momentos em que há negociações difíceis com o governo chinês e ainda estamos esperando para descobrir o que é essa situação."

    A interrupção temporária do Bing foi uma surpresa porque o mecanismo de busca obedece as regras de censura da China.

    Na quinta-feira, por exemplo, uma busca no Bing por Liu Xiaobo, o dissidente e Prêmio Nobel da Paz que morreu de câncer enquanto estava preso no ano passado, retornou a seguinte mensagem: "Os resultados são removidos em resposta a uma notificação da exigência da lei local".

    Smith disse que ficou entendido que o Bing não tinha as mesmas liberdades legais na China que desfrutava em outros países.

    Enquanto seu concorrente Google encerrou seu mecanismo de busca na China em 2010 após discussões sobre censura e hackers, o Bing continuou a operar no país, junto com o Skype, da Microsoft.

    A ferramenta de busca, no entanto, tem lutado para alcançar seu concorrente chinês Baidu, que domina o mercado, apesar de muitas pessoas no país se queixarem da qualidade de seus resultados.

    Smith disse que a Microsoft levou a sério suas obrigações para com os clientes em relação à censura.

    "Acho que o que é interessante hoje é a tecnologia e os direitos humanos, liberdade de expressão, essas questões estão realmente se cruzando e, em certos dias, colidindo mais do que no passado."

    "Há acordos que recusamos para coisas como a tecnologia de reconhecimento facial porque sentimos que os direitos das pessoas serão colocados em risco.

    "E eu acho que mais do que nunca, as empresas de tecnologia realmente precisam pensar sobre essas coisas, elas precisam ter princípios e você tem que ter um pouco de coragem moral, na minha opinião, se você vai estar nesse negócio e realmente cuidar de seus clientes ".

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    Tags:
    Microsoft, Estados Unidos, China
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