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    Porta-aviões USS Carl Vinson no mar do Sul da China, 8 de abril de 2017

    China esclarece conceito de 'liberdade de navegação' nos mares disputados

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    Ásia e Oceania
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    "A liberdade de navegação não é uma liberdade para invadir e violar a soberania", disse o embaixador chinês no Reino Unido, Liu Xiaoming.

    De acordo com o diplomata, Pequim "aprecia" o princípio da liberdade de navegação. No entanto, não permanecerá inativa, pois as potências ocidentais o usam como pretexto para mostrar sua "força militar" e "criar problemas" no mar do Sul da China, disse o embaixador chinês no Reino Unido, citado pelo site oficial da embaixada.

    "Algumas potências de fora da região parecem não apreciar a paz e a tranquilidade no mar do Sul da China, eles sempre enviam navios de guerra e aviões para criar problemas", destacou durante uma reunião de diplomatas realizada em Londres

    A China está preocupada com o fato de os EUA e seus aliados estarem invadindo descaradamente as águas das ilhas Paracel e das ilhas Spratly, onde a China tem infraestrutura militar para proteger suas reivindicações territoriais, explicou.

    "Com a desculpa da chamada 'liberdade de navegação', eles ignoraram a vasta rota marítima e escolheram navegar nas águas adjacentes das ilhas e recifes da China para mostrar seu poderio militar", sublinhou o embaixador, adicionando que tais ações são uma "violação grave da soberania da China".

    Algumas zonas no mar do Sul da China e no mar da China Oriental são disputadas por países como o Brunei, China, Filipinas, Japão, Malásia, Taiwan e Vietnã.

    A China considera as ilhas Spratly como seu território, embora o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia tenha estabelecido que não há bases legais para tais exigências.

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    Tags:
    liberdade de navegação, presença militar, disputa marítima, Mar da China Oriental, Mar do Sul da China, EUA, China
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