23:52 24 Setembro 2018
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    Porta-aviões da classe Nimitz USS Ronald Reagan durante exercícios navais no Pacífico (foto de arquivo)

    EUA e aliados fortalecem posições na região do Pacífico

    CC BY 2.0 / Departamento de Defesa dos EUA
    Ásia e Oceania
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    Os Estados Unidos e seus parceiros estão intensificando a cooperação com os Estados ilhéus do Pacífico. Será que tal interesse dos EUA é algo casual ou faz parte da estratégia de contenção da China?

    Segundo opina um especialista chinês, todas essas ações fazem parte de um plano bem elaborado dos países ocidentais.

    Neste contexto, os EUA anunciaram que vão aumentar seu pessoal diplomático em Palau, nos Estados Federados da Micronésia e na República das Fiji ao longo dos próximos dois anos, até 2020.

    Os países europeus farão o mesmo. Em particular, a Áustria também abrirá em breve uma representação em Tuvalu. Seu exemplo está sendo seguido pelo Reino Unido e a França.

    Somam-se a isso os exercícios militares nas costas australianas, que incluirão Paris, Tóquio, Washington, Papua Nova Guiné, República das Fiji e o Reino de Tonga. O que a China tem a ver com tudo isso?

    Esse e outros assuntos foram comentados pelo diretor do Centro de Segurança Regional da Academia de Ciências Sociais de China, Yang Danzhi, em entrevista à Sputnik China

    "Os países ilhéus da região do Pacífico têm grande importância estratégica e muitos recursos naturais marinhos. É natural que os países ocidentais prestem atenção a isso", afirmou Yang Danzhi.

    "Além disso, nos últimos anos a China realmente investido de forma ativa nesses países, foram avançadas iniciativas especiais de diálogo. Enquanto os países desenvolvidos não prestavam grande atenção aos países da Oceania, a China estava desenvolvendo laços com eles", indicou.

    Entretanto, o especialista acrescentou que, anteriormente, era o Japão que fazia maior concorrência ao gigante asiático nessa área.

    Atualmente, a Austrália e os países ocidentais também participam dessa corrida pela influência na região do Pacífico, explica o especialista chinês, acrescentando que sua presença política, diplomática, militar e econômica é cada vez mais evidente.

    A Austrália, em seu papel de potência naval, considera estar ligada à Oceania e ao Sudeste Asiático e quer ampliar sua influência na região.

    Por sua vez, a China também tem seus próprios interesses em manter a influência sobre esses países.

    A longa lista de Estados oceânicos é igualmente importante para Pequim porque estes mantêm relações diplomáticas com Taiwan — ilha reconhecida como nação soberana apenas por 17 países, principalmente pequenos países; os outros consideram Taiwan parte da China, mas também mantêm relações oficiais não-diplomáticas com Taipé — e isso irrita o gigante asiático. São eles Kiribati, as Ilhas Marshall, a República de Nauru, Palau, as Ilhas Salomão e Tuvalu.

    E é precisamente agora que a luta diplomática entre a China e Taiwan se intensificou. Portanto, o objetivo dos EUA é enervar a China, conclui Danzhi.

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    Tags:
    corrida, recursos, influência, países, ilhas, oceano Pacífico, China, EUA
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