19:56 24 Setembro 2018
Ouvir Rádio
    Mísseis balísticos Nodong de médio alcance desfilam em Pyongyang, Coreia do Norte, 10 de outubro de 2015

    Tóquio afirma que Pyongyang 'parece possuir e implantar centenas de mísseis Nodong'

    © AP Photo / Wong Maye-E
    Ásia e Oceania
    URL curta
    434

    O Japão ainda considera o programa nuclear e de mísseis norte-coreano "uma ameaça sem precedentes séria e iminente" para a segurança, apesar do alívio das tensões na península coreana, informou o Ministério da Defesa japonês na terça-feira (28).

    "Levando em consideração o fato de que a Coreia do Norte parece possuir e implantar centenas de mísseis Nodong capazes de alcançar quase todas as partes do Japão, assim como avanços no desenvolvimento e capacidade operacional de armas nucleares e mísseis através de repetidos testes nucleares e lançamentos de mísseis balísticos até o momento, não há mudança em nosso reconhecimento básico sobre a ameaça das armas nucleares e mísseis da Coreia do Norte", enfatiza o documento.

    Segundo o documento, o Japão também fortalecerá sua rede de defesa aérea introduzindo dois sistemas de defesa antimísseis terrestres Aegis Ashore desenvolvidos nos EUA.

    "Para defender o Japão em todos os momentos, é necessário melhorar drasticamente as capacidades de defesa de mísseis balísticos. Portanto, o Conselho de Segurança Nacional e o Gabinete aprovaram em dezembro de 2017 a introdução de dois sistemas Aegis Ashore […] a introdução de Aegis Ashore reforçará a interceptação de nível superior de destróieres equipados com Aegis", destaca o documento. 

    Tóquio planeja implantar os sistemas de defesa antimísseis para proteger o país do possível lançamento de mísseis balísticos de Pyongyang.

    Em julho, o diretor de inteligência nacional dos EUA, Daniel Coats, duvidou que a Coreia do Norte acabe com programa nuclear em de um ano. O Ministério da Defesa do Japão foi recentemente criticado depois de elevar os custos estimados para cada Aegis Ashore de US$ 720 milhões (R$ 2,9 bilhões) para US$ 1,2 bilhão (R$ 4,8 bilhões).

    A mídia norte-americana informou no início de julho que Pyongyang estava ainda desenvolvendo programa nuclear e tentando enganar os EUA, mostrando-se empenhada na desnuclearização.

    Caça furtivo F-35B da Força Aérea dos EUA em um hangar após a cerimônia de apresentação na base aérea de Eglin (foto de arquivo)
    © REUTERS / Michael Spooneybarger/File Photo
    No entanto, a mídia sul-coreana sugeriu anteriormente que Pyongyang começou a demolir instalações na estação de lançamento de satélites em Sohae, localizada a noroeste de Pyongyang, onde foi testado o míssil balístico intercontinental Hwasong-15.

    No início de agosto, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, afirmou que os EUA e a Coreia do Norte estão no meio do processo de conseguir a desnuclearização na península coreana.

    Enquanto isso, a situação na península coreana melhorou significativamente nos últimos meses, com o líder norte-coreano Kim Jong-un tendo mantido várias rodadas de conversações com seu homólogo sul-coreano Moon Jae-in e uma cúpula com o presidente norte-americano Trump em Singapura.

    Durante a cúpula de 12 de junho, Kim e Trump chegaram a um acordo que exigia que Pyongyang se desnuclearizasse em troca do congelamento dos exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul e eventual alívio das sanções.

    Mais:

    Japão aumenta sua defesa com posicionamento de 17 aeronaves militares
    OTAN e o Japão realizaram manobras conjuntas no mar Báltico
    EUA são 'irresponsáveis': China não dificulta desnuclearização da Coreia do Norte
    Tags:
    mísseis, segurança, ameaça, desnuclearização, Aegis Ashore, Nodong, Ministério da Defesa do Japão, EUA, Pyongyang, Coreia do Norte, Tóquio, Japão
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik