23:11 18 Agosto 2018
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    Konstantin Kosachev, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo)

    Senador russo exalta papel de Moscou e Pequim para Kim anunciar fim dos testes nucleares

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    A surpreendente decisão da Coreia do Norte de interromper os testes nucleares e de mísseis de longo alcance, em vigor a partir desde sábado, deixou a região de volta à beira de uma solução que impeça uma guerra nuclear, disse um importante senador russo.

    "É uma chance de desanuviar as tensões que há um mês ou dois atingiram o ponto em que o mundo estava à beira de um conflito nuclear", escreveu Konstantin Kosachev, chefe do comitê de Assuntos Estrangeiros da Câmara Alta no Parlamento russo no Facebook.

    Kosachev enfatizou que o progresso em direção à desnuclearização foi possível graças a um esforço coletivo de cinco países — Rússia, China, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

    "Cada país desempenhou um papel e, mantendo canais de diálogo entre Pyongyang e Moscou, Pequim não foi menos importante do que as ameaças públicas de Washington de eliminar [a Coreia do Norte] da face da Terra", continuou Kosachev.

    O porta-voz parlamentar de assuntos internacionais ressaltou ainda que as boas intenções de Pyongyang não são suficientes.

    "A Coreia do Norte precisa se unir ao Tratado de Não-Proliferação e restaurar a cooperação total com a AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica]. Somente depois disso será possível suspender as sanções do Conselho de Segurança da ONU", avaliou.

    O senador russo pediu aos EUA que encontrem um meio termo com a Coreia do Norte. Washington precisa agora pôr fim à sua "retórica agressiva e degradante" ao lidar com Pyongyang, reconhecer seu direito de escolher seu próprio caminho, restaurar o diálogo político e reduzir as ações militares em sua fronteira, acrescentou o senador.

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    Tags:
    armas nucleares, desnuclearização, diplomacia, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Donald Trump, Kim Jong-un, Konstantin Kosachev, Japão, China, Coreia do Norte, Rússia, Estados Unidos
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