Norte-coreanas desertoras denunciam contaminação radioativa

© AP Photo / KCNAMíssil balístico intercontinental norte-coreano Hwasong-15
Míssil balístico intercontinental norte-coreano Hwasong-15 - Sputnik Brasil
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Duas desertoras da Coreia do Norte que viviam próximo do local de testes nucleares usado por Pyongyang declararam à rede de televisão NBC que acreditam ter estado expostas à radiação e temem pela saúde de seus parentes que deixaram no país.

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Lee Jeong Hwa, que escapou em 2010, vivia no condado de Kilju, onde se situa o local de testes nucleares da Coreia do Norte, Punggye-ri.

"Morreram tantas pessoas que começamos a chamá-la de 'doença fantasma'", contou ela à NBC. "Pensávamos que estávamos morrendo porque éramos pobres e comíamos mal. Agora sabemos que era por causa da radiação", adicionou.

Outra desertora, Rhee Yeong Sil, que fugiu em 2013, contou que durante anos não sabia que a Coreia do Norte estava testando dispositivos nucleares nessa zona. Rhee afirma que vivia a poucos quilômetros do sítio de testes Punggye-ri e que, um dia, a sua vizinha deu à luz a um bebé deformado.

"Não pudemos determinar o sexo do bebé porque não tinha genitais", reconheceu Rhee. "Na Coreia do Norte, geralmente, matam os bebés deformados. Por isso, os pais mataram o bebé", disse.
Para além disso, as desertoras relataram que são encontradas trutas mortas nos ribeiros de montanha e que os cogumelos desapareceram há muito do lugar.

A exposição prolongada a doses baixas de radiação pode causar câncer, segundo a Organização Mundial da Saúde. Este tipo de contaminação pode ainda afetar o funcionamento de tecidos e órgãos, conforme o nível de exposição.

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Claro que as doenças descritas pelas mulheres poderiam ter acontecido por razões diferentes: alguns dos eventos descritos por Rhee e Lee sobre a exposição à radiação datam da década de 1990, enquanto a primeira prova nuclear do país ocorreu só em 2006.

Todo isso gera dúvidas quanto ao que teria causado impacto sobre o meio-ambiente local e a saúde das pessoas.

Relativamente a isso, vários especialistas apontam que, se algum material radioativo tivesse vazado, os potentes sensores na região o teriam detectado.

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