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    Presidente filipino Rodrigo Duterte aponta a fotógrafos durante uma cerimônia de premiação dos trabalhadores do governo, no Palácio Malacanang, Manila, Filipinas. 19 de dezembro de 2016

    Sem medo da cadeia: presidente das Filipinas diz que matou pela primeira vez aos 16 anos

    © REUTERS / EZRA ACAYAN
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    Amplamente conhecido por sua linguagem desenfreada e por sua notória campanha antidrogas que deixou milhares de mortos, o presidente filipino Rodrigo Duterte confessou ter matado um homem quando tinha apenas 16 anos de idade.

    O líder das Filipinas fez a revelação na véspera da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que acontece no Vietnã, na cidade costeira de Da Nang, até o próximo sábado.

    "Quando era adolescente, eu entrava e saia da prisão. Eu teria brigas aqui, brigas acolá", disse Duterte nesta quinta-feira, falando à uma comunidade filipina que vive no Vietnã e destacando não ter nenhum medo de ir parar na cadeia.

    "Com 16 anos de idade, eu já tinha matado alguém. Uma pessoa real, uma briga, uma facada. Eu tinha apenas 16 anos de idade. Foi muito rápido, uma troca de olhares. Quantos mais agora que eu sou presidente?", revelou.

    Duterte parecia falar sério quando contou a história e aconselhou os presentes a esquecerem os direitos humanos. A última parte é bastante impressionante pelo fato de que, no mesmo dia, ele se ofereceu para receber um encontro de cúpula internacional sobre os direitos humanos e sugeriu que "todas as violações dos direitos humanos cometidas por todos os governos" deveriam ser investigadas.

    Ele também usou linguagem obscena para os críticos da sua sangrenta guerra contra as drogas.

    Em 2015, Duterte disse em uma entrevista à revista norte-americana Esquire que ele poderia ter "esfaqueado alguém até a morte" durante "uma briga tumultuada na praia" quando tinha 17 anos de idade. Não está claro se é o mesmo incidente que o presidente filipino contou nesta quinta-feira.

    Não é a primeira vez que o líder das Filipinas afirmou ter matado alguém. Em dezembro passado, ele disse que matou "cerca de três" homens a tiros quando era prefeito, acrescentando que ele não sabia "quantas balas da minha arma entraram em seus corpos".

    No final do ano passado, Duterte disse que atirou um sequestrador para fora de um helicóptero, ameaçando que funcionários corruptos sofreriam o mesmo destino.

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    Tags:
    direitos humanos, narcotráfico, tráfico de drogas, violência, homicídios, assassinato, Esquire, Cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), Rodrigo Duterte, Da Nang, Vietnã, Filipinas
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