09:17 15 Novembro 2019
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    Lançamento do míssil balístico de curto alcance sul-coreano Hyunmoo II durante as manobras conjuntas dos EUA e Coreia do Sul

    Coreia do Norte: 'ocupada pelos EUA', Coreia do Sul é base para guerra nuclear

    © AP Photo / Ministério da Defesa da Coreia do Sul
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    Um comitê da Coreia do Norte defendeu nesta sexta-feira que os Estados Unidos ponham um fim a sua "dominação por sete décadas" da Coreia do Sul, desde o armistício na Península da Coreia em 1953, informou a agência sul-coreana Yonhap.

    O Comitê Nacional de Paz da Coreia atacou o tratado entre Washington e Seul que permitiu a permanência de tropas estadunidenses em solo sul-coreano nos últimos 64 anos, o que a entidade chamou de um "documento de guerra agressivo e traidor".

    Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pela agência estatal norte coreana KCNA, tal acordo entre os dois países permitiu a continuidade de manobras conjuntas entre os dois países, o que Pyongyang reiteradas vezes disse considerar uma ameaça à sua soberania.

    Tal acerto entre EUA e Coreia do Sul é um "símbolo da ocupação militar norte-americana da Coreia do Sul" e isso reduziu o Sul da península em "uma base avançada para uma guerra nuclear", entre outras coisas, de acordo com a KCNA.

    Além disso, o comitê destacou que o povo sul-coreano não pode escapar da tragédia de uma guerra nuclear enquanto a ocupação militar dos EUA na Coreia do Sul continuar, já que a Guerra da Coreia (1950-1953) terminou em um cessar-fogo, e não em um tratado de paz.

    Tanto Seul quanto Washington já afirmaram em várias oportunidades que as manobras conjuntas prosseguirão, e que a aliança será mantida. Por outro lado, o governo sul-coreano vem resistindo às pressões internas para que persiga armas nucleares.

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    Tags:
    armistício, ameaça, diplomacia, guerra da coreia, guerra nuclear, Comitê Nacional de Paz da Coreia, Yonhap, KCNA, Península da Coreia, Estados Unidos, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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