22:04 28 Março 2020
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    Grã-Bretanha vai enfrentar um "fim miserável" se participar dos exercícios militares em conjunto com os EUA e a Coreia do Sul, comunicou a agência norte-coreana KCNA.

    "Estamos avisando solenemente, não só os EUA e seu grupo de marionetes, mas também os outros, como o Reino Unido e Austrália, que estão se aproveitando das vantagens das atuais manobras militares contra o norte, que eles vão enfrentar um fim miserável se se juntarem à brincadeira com fogo das traças da guerra", acrescentou a KCNA, citada pela RT.

    A mídia estatal descartou a insistência da Coreia do Sul que os exercícios anuais são meramente defensivos, acrescentando que "formações de bombardeiros estratégicos carregados com bombas nucleares estão sempre preparadas para atacar".

    ​Entretanto, um editor do jornal norte-coreano Rodong Sinmun acrescentou que estes exercícios militares conjuntos são "a expressão de hostilidade mais explícita contra nós, e ninguém pode garantir que os exercícios não vão evoluir para um combate real".

    A Grã-Bretanha, o parceiro mais próximo dos EUA na Europa, pode recusar formalmente o pedido de ajuda de Trump numa guerra contra a Coreia do Norte, desde que Kim Jong-un não ataque o Havaí ou o território continental dos EUA.

    A permanência da Grã-Bretanha na OTAN não a obriga automaticamente a participar no conflito entre os EUA e a Coreia do Norte, mesmo que este país ataque as bases militares no Pacífico.

    Mas o Artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte refere que um ataque a um membro da OTAN é um ato de agressão contra toda a aliança militar. Consequentemente, se Kim Jong-un atacar as bases militares norte-americanas, os EUA podem pedir para a assistência da Grã-Bretanha, mas não a pode obrigar formalmente, ou a outros aliados, que se juntem às iniciativas militares contra a Coreia do Norte.

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    Tags:
    tensões, perigo, exercícios, política, ameaça, conflito, guerra, mídia, Kim Jong-un, Grã-Bretanha, Coreia do Norte, EUA
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