22:38 23 Abril 2017
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    O primeiro porta-aviões da construção chinesa 001A

    China se prepara para lançar primeiro porta-aviões de fabricação nacional

    © Foto: Sohu
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    A mídia oficial comunicou que em 23 de abril, no dia da Marinha da China, poderá ser efetuado o lançamento à agua de seu segundo porta-aviões, mas os especialistas apontam que o prazo pode ser alterado devido à situação com a corrente.

    Em qualquer caso, a preparação para o lançamento está em curso, e ele deverá ser efetuado em breve, comunicou à Sputnik China o analista militar Vasily Kashin.

    Segundo ele, o primeiro navio de origem chinesa, mais conhecido como 001A, vai ser um salto em frente no desenvolvimento do programa chinês de porta-aviões.

    ​Durante o acabamento do Liaoning (ex-Varyag), o papel da indústria chinesa consistiu em construir e instalar o equipamento de rádio e eletrônico, o armamento e vários tipos de equipamento especial para os aviões. Agora, os construtores chineses realizaram o ciclo completo de tarefas que incluíram a construção do casco e do sistema propulsor do navio.

    O 001A vai ser semelhante ao Liaoning e ao porta-aviões russo Admiral Kuznetsov. Mas ele vai também possuir vantagens importantes. O 001A não tem as falhas que tinham as versões anteriores deste tipo de navios.

    "Em comparação com o Liaoning, este navio, construído vários anos depois, vai possuir certamente um equipamento eletrônico muito mais avançado. Além disso, não há dúvidas que a experiência existente de utilização do Liaoning permitiu aperfeiçoar a construção do 001A, o que vai possibilitar melhorar a vida da guarnição", comunicou à Sputnik China Vasily Kashin.

    Segundo ele, a ideia que o Liaoning era apenas um navio de treinamento não é completamente fiel à realidade. Também não são completamente corretas as opiniões sobre o valor militar baixo destes navios por causa da sua grande diferença dos grandes porta-aviões estadunidenses. O Liaoning e o 001A são ideais para atuar dentro das duas cadeias de ilhas. Eles vão reforçar as capacidades da Marinha chinesa em cenários de conflitos em torno de Taiwan e vão permitir defender mais eficazmente as áreas-chave para a China no mar do Sul da China.

    ​"A pequena quantidade de aparelhos embarcados não deve desconcertar. O J-15, bem como o seu protótipo russo Su-33, é um caça naval pesado com grande alcance, um radar eficaz e com enormes reservas de modernização", acrescentou Kashin.

    O objetivo dos navios que operam na área entre a primeira e a segunda cadeias de ilhas vai ser sobretudo a defesa antiaérea, a inteligência e a indicação de alvos, possivelmente no apoio a mísseis balísticos antinavio DF-21D e DF-26D. Os porta-aviões vão interagir com outras forças chinesas que operam na região no âmbito das tarefas de A2/AD (antiacesso e negação de área).

    "A sua presença entre a primeira e a segunda cadeia de ilhas vai dificultar o uso da aviação antissubmarina do inimigo e vai permitir cobrir mais eficazmente as vias de comunicação do inimigo. Vão ser criadas condições favoráveis para a utilização dos bombardeiros H-6K com mísseis de cruzeiro nesta área", acrescentou Vasily Kashin à Sputnik China, adiantando que os navios também conseguirão defender as áreas de patrulhamento dos submarinos nucleares do projeto 09-IV no mar do Sul da China.

    ​Considerando o papel importante da defesa dos interesses no estrangeiro na lista de prioridades do Exército de Libertação Popular, se pode esperar, segundo o analista, que a China passe para a construção de porta-aviões maiores, do tipo dos norte-americanos, com propulsão nuclear. Mas isso só vai acontecer, provavelmente, na próxima década.

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    destino, defesa, navio, porta-aviões, capacidade militar, equipamento, indústria, analista, lançamento, Liaoning, 001A, China
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