06:02 23 Maio 2018
Ouvir Rádio
    Foto de arquivo: soldado americano passeia pelas ruínas na cidade norte-coreana de Hamhung

    O que aconteceria se EUA tivessem utilizado armas nucleares em mais uma guerra?

    © AFP 2018 / STR
    Ásia e Oceania
    URL curta
    4512

    Pesquisador militar do jornal National Interest, Robert Farley, respondeu tal pergunta: que rumo tomaria a história atual caso EUA utilizassem armas nucleares, como na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Coreia?

    No seu artigo, o autor nota que de fato os americanos chegaram a cogitar a utilização de armas nucleares.

    Em 1950, quando as tropas norte-americanas foram obrigadas a se retirar da região do rio Yalu, sob pressão de tropas chinesas, o general Douglas MacArthur pediu ao então presidente Truman a permissão para realizar ataques aéreos contra posições terrestres na China.

    Muitos chegaram a acreditar que tais ataques poderiam envolver a utilização de bombas nucleares – vantagem militar assimétrica dos Estados Unidos na época. 

    Segundo destaca Farley, o poderio militar norte-americano não estava centrado somente no domínio de armas de destruição em massa, mas também no transporte para levá-los ao lugar necessário; ou seja, a frota de bombardeios estratégicos.

    Naquela época, quando comparadas as capacidades militares dos EUA e da União Soviética, os norte-americanos demonstravam vantagem, mesmo a União Soviética já tendo iniciado – com sucesso – o desenvolvimento de tecnologia análoga. 

    Washington não acatou o pedido do general MacArthur. Mesmo assim, o analítico considera que se o ataque contra China tivesse realizado, os EUA seriam obrigados a atacar a União Soviética.

    De acordo com o especialista, a proposta de ataque foi dada quando voluntários chineses começaram a participar do conflito. Levando em consideração que a China já possuía um número significativo de habitantes e os alvos dos ataques estarem longe uns dos outros, EUA deveriam usar grande número de bombas. 

    Os EUA consideravam a China uma aliada da União Soviética, sendo assim, o possível bombardeio não somente abriria todas as táticas de ataque norte-americanas, mas também permitiria que a pátria soviética influísse no conflito.

    Farley sublinhou também que o se armas nucleares forem utilizadas novamente, há uma possibilidade de sua utilização ser permitida, ou seja, liberada durante conflitos. 

    Mais:

    Opinião: Qual tem sido o sucesso da cooperação técnico-militar entre Minsk e Pequim?
    Será que não há remédio para a russofobia?
    Tags:
    analista, armas nucleares, história, Guerra da Coreia, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik