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    O presidente filipino Rodrigo Duterte assassinou um funcionário do departamento de justiça, mandando também matar opositores, revelou o ex-combatente de "esquadrão da morte" Edgar Matobato ao Senado do país na quinta-feira (15).

    As informações são do jornal The Express Tribune.

    O assassino contou ao parlamento em detalhes que ele, junto com um grupo de policiais e ex-rebeldes comunistas mataram cerca de um milhar de pessoas ao longo dos 25 anos em que Duterte ocupou o posto de prefeito da cidade filipina de Davao. Matobato revelou que ao mesmo tempo Duterte encabeçava o "esquadrão da morte" acima mencionado.

    O criminoso informou que muitas das vítimas foram garroteadas, queimadas, esquartejadas e depois enterradas em uma pedreira pertencente um oficial de polícia membro do "esquadrão da morte". Outros eram atirados ao mar para serem comidos pelos peixes.

    Segundo Matobato, Rodrigo Duterte chegou ao local do incidente e acabou de matá-lo, atirando contra ele várias vezes.

    "Nossa tarefa era matar criminosos, estupradores, traficantes e ladrões. É o que nós fazíamos. Matávamos pessoas quase diariamente", confessou Matobato.

    Além disso, segundo ele, o "esquadrão da morte" matou sobretudo suspeitos criminosos e inimigos pessoais da família de Duterte entre os anos de 1988 e 2013.

    O porta-voz de Duterte anunciou que as alegações de Matobato sobre assassinatos de Duterte estão sendo investigados. Ele acha pouco provável que o presidente filipino, que na altura era prefeito de Davao, pudesse ter ordenado a morte de tal quantidade de criminosos.

    Desde que assumiu o poder em junho, Duterte lidera uma guerra contra as drogas. As estimativas apontam para que 2.400 pessoas tenham sido mortas por "esquadrões da morte".

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    Tags:
    assassinatos, esquadrão, torturas, morte, investigação, Rodrigo Duterte, Filipinas
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