16:01 18 Outubro 2019
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    Retrato dol líder revolucionário chinês Mao Tsé-Tung no Portão de Tiananmen em Pequim

    Milhares de chineses celebram 40º aniversário da morte de Mao Tsé-Tung

    © AP Photo / Andy Wong
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    Milhares de chineses marcharam nesta sexta-feira (9) diante da múmia de Mao Tsé-Tung para prestar homenagem ao líder da Revolução Chinesa e fundador da República Popular da China no 40º aniversário de sua morte. A imprensa internacional destacou, por outro lado, o silêncio das autoridades estatais a respeito da data.

    ​Como todos os dias, uma multidão se reuniu logo cedo em frente ao mausoléu localizado na Praça de Tiananmen, no centro de Pequim. Porém, neste Nove de Setembro, os chineses tiveram que esperar mais de duas horas sob o sol para entrar no enorme edifício que abriga o corpo de Mao e passar por alguns segundos junto aos restos mortais do revolucionário.

    "Eu pensei que o mundo inteiro entraria em colapso [após a morte de Mao em 9 de setembro de 1976]”, disse à AFP a senhora Huang, que viajou para Pequim a partir da distante Shenzhen, no sul do país, apenas para prestar homenagens ao “Grande Timoneiro”.

    ​No entanto, apesar do fervor demonstrado pelo povo, as autoridades do Partido Comunista Chinês mantiveram certa discrição. Segundo observa a Reuters, o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, publicou várias fotos de Mao em seu microblog Weibo, juntamente com uma coleção de algumas das citações mais memoráveis do ex-presidente, inclusive fazendo uma enquete para o público votar em sua fala favorita. No entanto, a seção de comentários foi desativada.

    Já o presidente Xi Jinping, que detém os papeis de chefe do partido e do exército, não mencionou Mao em sua principal atividade do dia, de acordo com a mídia estatal. O atual líder chinês visitou uma escola em Pequim, às vésperas do Dia dos Mestres da China, que se comemora amanhã (10).

    Mao continua sendo uma figura controversa na atualidade, com um legado importante e igualmente contestado. Muitos chineses acreditam que, através de suas políticas, ele lançou os fundamentos econômicos, tecnológicos e culturais da China moderna, transformando o país de uma ultrapassada sociedade agrária em uma grande potência mundial.

    ​Inversamente, principalmente no Ocidente, Mao é acusado de, com seus programas sociais e políticos, como o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural, provocar uma grave epidemia de fome e graves danos à cultura, sociedade e economia da China. Embora Mao tenha incentivado o crescimento populacional e a população chinesa quase tenha duplicado durante o período de sua liderança, suas políticas e os expurgos políticos de seu governo entre 1949 e 1975 provocaram a morte de 50 a 70 milhões de pessoas, segundo diversas estimativas.

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    Tags:
    celebrações, 40 anos, morte, aniversário, Revolução Chinesa, Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, Mao Tsé-Tung, Praça Tiananmen, Pequim, China
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