01:38 17 Setembro 2019
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    Militar japonês aperta a mão a soldados das Forças de Autodefesa do Japão

    Japão não está apenas pronto a se defender, mas também a atacar?

    © AFP 2019 / TORU YAMANAKA
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    No início de 2015, o Japão aprovou um orçamento recorde na história do país equivalente a 42 bilhões de dólares.

    As autoridades japonesas intensificaram os contatos com os EUA na área militar e cancelaram várias restrições referentes ao seu complexo militar-industrial e às exportações militares do país.

    O governo do Japão também ratificou um projeto de lei que lhe permite conduzir operações militares fora do país.

    Em entrevista à Sputnik, Konstantin Sivkov, perito militar russo, opina que hoje o país não está apenas pronto para se defender, mas também para realizar operações ofensivas.

    "Atualmente o Japão dispõe dos mais modernos veículos blindados. A quantidade de tropas terrestres japonesas permite realizar operações ofensivas de larga escala. Além disso, o Japão possui uma força aérea bastante poderosa caracterizada, além de sua componente defensivo, pela presença de aviação de ataque — caças e bombardeiros. A frota naval já há muito tempo que deixou de ser defensiva e hoje inclui contratorpedeiros americanos, adaptados às necessidades do Japão, e que são dos mais poderosos internacionalmente nesta classe com produção em série. O mais importante é que os próprios japoneses começaram a construção de verdadeiros porta-aviões. Apesar de serem designados de porta-helicópteros, eles têm o deslocamento típico de um porta-aviões com 37 mil toneladas e capaz de receber entre 20 a 30 aviões F-35 norte-americanos. Porta-aviões desta categoria são destinados a missões ofensivas em áreas marítimas distantes do território japonês", ressalta Sivkov.

    O governo do Japão sempre reitera seus três princípios não nucleares — não ter, não produzir e não importar armas nucleares para o seu território. Porém, todos estes princípios, de fato, não são leis e podem ser cancelados ou revistos.

    Tóquio possui uma rede ampla de infraestruturas atômicas e grandes reservas de plutônio. Mas será que o Japão pode ter plutônio destinado a fins militares?

    Segundo Sivkov, no caso de combustível nuclear, o nível de enriquecimento de urânio e plutônio deve ser em torno de 20 por cento, mas para uma bomba nuclear ele deve alcançar os 90-95 por cento:

    "Tal nível de enriquecimento de urânio é desnecessário para usinas nucleares e até é perigoso, pois pode explodir dentro da usina como se fosse uma bomba nuclear. O fato de os japoneses estarem enriquecendo urânio até 90-95 por cento demonstram seus preparativos para criação de uma bomba nuclear. Neste caso, há necessidade de tomar medidas a fim de impedir essas ações porque isso significa uma violação grave da constituição japonesa e do tratado de não proliferação de armas nucleares que o Japão assinou. E, afinal, isso gera uma ameaça nuclear séria na área do Extremo Oriente e do Sudeste Asiático. Surgem assim três pontos de ameaça com armas nucleares que podem usá-las em qualquer momento: Coreia do Norte, China e Japão. Aparece um triângulo nuclear bem perigoso, especialmente na relação Japão-China. Se o conflito entre eles se agravar, qualquer coisa poderá ocorrer."

    Durante uma reunião com o atual primeiro-ministro japonês Shinzo Abe em Washington, o presidente dos EUA declarou que as garantias de segurança do Japão são 'absolutas'. Essas garantias também se propagam aos territórios disputados com a China (Ilhas de Senkaku).

    Alguns analistas pensam que nos EUA existem forças que querem acender um conflito na Eurásia e no Pacífico, observando que Washington não deve "estar na primeira linha". Vietnã, Filipinas, Índia, Japão e outros países descontentes com o crescimento do poder da China deverão desempenhar o papel da infantaria. E o Japão, na opinião de estrategistas, deve se tornar o principal adversário da China.

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    segurança, Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, aviação militar, armas nucleares, enriquecimento de urânio, Konstantin Sivkov, Shinzo Abe, Sudeste Asiático, Ilhas Senkaku, Extremo Oriente, Pacífico, Eurásia, Washington, Coreia do Norte, Filipinas, Índia, Vietnã, China, Rússia, EUA, Japão
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