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    Após uma ordem de Joe Biden, presidente dos EUA, para desclassificar documentos relativos aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o Departamento Federal de Investigação publicou o primeiro deles.

    O Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) dos EUA publicou o primeiro dos documentos desclassificados sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, segundo foi ordenado pelo presidente norte-americano Joe Biden.

    O material, datado de 4 de abril de 2016, é baseado em conversas entre agentes do FBI e um funcionário do consulado saudita em Los Angeles, Califórnia, EUA, realizadas em 12 e 13 de novembro de 2015. Os agentes procuraram particularmente encontrar suas conexões com pessoas que ajudaram na logística dos sequestradores das aeronaves Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Mihdhar.

    O documento consiste de 16 páginas, com muitos fragmentos de texto eliminados, incluindo o nome da própria fonte, que tentava obter a cidadania dos EUA. A informação visível no documento não indica que o governo da Arábia Saudita tenha participado da organização dos ataques.

    Anteriormente, Biden instruiu o Departamento de Justiça e outras agências norte-americanas a auditar uma série de documentos e tornar públicas as informações desclassificadas em um prazo de seis meses.

    A Arábia Saudita tem negado repetidamente que participou dos atentados. A investigação oficial do ataque nos EUA, publicada em 2004, concluiu não haver ligações com Riad, apesar de notar a "possibilidade" de não ser esse o caso de instituições de caridade patrocinadas pelo governo saudita.

    11 de setembro de 2001 e suas consequências

    Dois aviões de passageiros sequestrados por terroristas se chocaram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, EUA, em 11 de setembro de 2001, destruindo-as completamente. Outro avião caiu na ala oeste do edifício do Departamento de Defesa em Washington, EUA.

    Um quarto avião de passageiros, também desviado por terroristas, caiu perto de Pittsburgh, Pensilvânia. Segundo dados oficiais, morreram 2.996 pessoas nos ataques desse dia, tratando-se do maior ataque terrorista de todos os tempos nos EUA e no mundo.

    O evento levou a uma política externa mais assertiva por parte de Washington, que invadiu o Afeganistão em outubro de 2001 com o objetivo de encontrar Osama bin Laden, que foi responsabilizado pelo ataque e que disseram ter sido morto em uma operação no Paquistão em 2011. Em 30 de agosto de 2021, os EUA anunciaram que completaram a retirada militar do Afeganistão, realizada para coincidir com o 20º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001.

    Os EUA também invadiram o Iraque em março de 2003, onde permanecem com forças militares, com a exceção de um período entre 2011 e 2014.

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    Tags:
    EUA, Arábia Saudita, 11 de setembro
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