Atraso no diálogo com Irã pode 'não ser benéfico' ao acordo nuclear, diz Blinken

© REUTERS / Ken CedenoSecretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, no Departamento de Estado, Washington, EUA, 1º de julho de 2021
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, no Departamento de Estado, Washington, EUA, 1º de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.09.2021
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Desde o dia 6 de abril, EUA e Irã tiveram seis rodadas de negociações indiretas para o restabelecimento do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), também conhecido como acordo nuclear.
O processo ficou estagnado e sem avanços substanciais após o novo presidente iraniano assumir o cargo.
Na quarta-feira (8), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, alertou o Irã que há pouco tempo para reorganizar o acordo nuclear, instando Teerã a apressar as negociações, que terminaram em junho sem data adicional atribuída.
"Eu não estou impondo uma data, mas nós estamos nos aproximando do ponto em que um retorno estrito ao cumprimento do JCPOA não reproduz os benefícios ao acordo alcançado", afirmou Blinken durante coletiva de imprensa após negociações com seu homólogo alemão, Heiko Maas.
Maas também observou que um atraso de dois ou três meses sugerido pelo Irã "é um período de tempo que é muito longo para nós".
Em resposta à pressão, o Irã observou que "o diálogo não terá sucesso se ele continuar sob pressão".
"A outra parte entende que leva dois ou três meses para a nova administração se estabelecer e planejar qualquer tipo de decisão", afirmou o novo ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, referindo-se ao intervalo de tempo entre a posse de Biden e o início das negociações em Viena.
O Reino Unido, a Alemanha, a China, a Rússia, os EUA, a França e o Irã assinaram em 2015 o JCPOA, que garantia o cancelamento das sanções em troca da limitação do programa nuclear do Irã.
No entanto, sob a então presidência de Donald Trump (2017-2021) os EUA saíram do acordo em 2018 e impuseram sanções ao país persa, levando o Irã a começar a contornar gradualmente os termos do acordo em 2019. Apesar de Joe Biden assumir a presidência dos EUA em janeiro de 2021 e retirar algumas sanções, ele também impôs novas restrições às transações com Teerã, sem mudar significativamente a situação.
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