14:19 21 Abril 2021
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    4180
    Nos siga no

    A Justiça boliviana decidiu aumentar de quatro para seis meses o tempo de detenção da ex-presidente interina Jeanine Áñez, informou a mídia local neste sábado (20).

    Áñez foi detida no último dia 13 por suspeitas de terrorismo, sedição e conspiração relacionadas ao golpe que levou à renúncia do ex-presidente Evo Morales em 2019. Inicialmente, a política, que se diz alvo de perseguição, ficaria detida preventivamente. Mas, na audiência de apelação, Áñez e dois de seus ex-ministros, Álvaro Coimbra e Álvaro Guzmán, tiveram suas detenções ampliadas por mais dois meses. 

    ​"Está confirmada a parte dispositiva da detenção preventiva dos três réus, que havia sido indicada inicialmente como quatro meses, se determina seis meses de investigação como presos preventivos", afirmou o membro da Segunda Câmara Criminal, Willi Vargas, citado pelo portal El Deber, mencionando uma possibilidade de fuga por parte da ex-presidente interina.

    Na última sexta-feira (19), um tribunal de La Paz autorizou a transferência de Jeanine Áñez para um hospital, devido a problemas de saúde que se agravaram desde sua prisão. No entanto, a decisão acabou sendo revogada por outra corte depois, que determinou a prestação de atendimento médico à investigada na própria penitenciária.

    De acordo com um laudo médico divulgado por assessores da ex-presidente, Áñez, de 53 anos, sofreria de hipertensão arterial sistêmica e poderia ter um ataque cardíaco em decorrência de uma crise de pressão.

    Mais:

    Jeanine Áñez e ex-ministros bolivianos são condenados a 4 meses de prisão preventiva
    No Prosul, Bolsonaro critica prisão de Jeanine Áñez: 'Totalmente descabida' (VÍDEO)
    Evo Morales exige punição para presos em investigação de 'golpe' na Bolívia
    Governo da Bolívia pretende processar ex-presidente interina Áñez por supostos massacres
    Tags:
    presidente, saúde, Evo Morales, golpe, detenção, prisão, La Paz, Bolívia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar