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    Coronavírus no mundo no início de agosto (21)
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    A Bolívia decidiu prolongar a quarentena no país até o dia 31 de agosto, como forma de combater a pandemia da COVID-19.

    As restrições sociais serão diferentes em cada região do país a depender da situação epidemiológica localmente.

    "O gabinete decidiu prolongar a quarentena no país [...] até 31 de agosto. Os governos das municipalidades e departamentos terão que tomar medidas para garantir as quarentenas em suas jurisdições", declarou o ministro da Presidência da Bolívia, Yerko Núñez, na noite da sexta-feira (31).

    Núñez também afirmou que há uma expectativa do governo de que os números da pandemia na Bolívia cresçam em agosto. Até o momento a Bolívia registra 75.234 casos do novo coronavírus e 2.894 mortes.

    No mundo inteiro mais de 17,5 milhões de pessoas foram infectadas com o novo coronavírus e mais de 678 mil mortes foram causadas pela doença, conforme os dados mais recentes da Universidade Johns Hopkins.

    Polêmica e crise em torno do adiamento

    A continuidade da quarentena no país ocorre em meio a tensões políticas em torno do adiamento das eleições presidenciais no país, marcadas para o dia 18 de outubro com apoio da presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, que segue no poder desde novembro de 2019. Añez, que é candidata nas eleições bolivianas, tem defendido o adiamento das eleições, enquanto a oposição, favorita nas pesquisas, pressiona pela realização do pleito.

    Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, participa de cerimônia de posse de seu novo ministro da Saúde no palácio presidencial em La Paz, Bolívia, 8 de abril de 2020
    © AP Photo / Juan Karita
    Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, participa de cerimônia de posse de seu novo ministro da Saúde

    O mandato de Añez tinha duração até janeiro deste ano, mas foi prorrogado pela Justiça boliviana até maio, quando as eleições deveriam ter ocorrido. Com a pandemia, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia propôs adiar o pleito com previsão de realização das eleições entre os dias 28 de junho e 27 de setembro.

    Já em abril, a Assembleia Legislativa do país, controlada pelo partido de Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), reduziu o prazo para o dia 3 de agosto, ao que Añez protestou. Já em junho, o TSE da Bolívia apresentou nova proposta para adiar as eleições até o dia 6 de setembro, o que foi sancionado pela presidente interina. No entanto, no final de julho as eleições foram novamente adiadas pelo TSE boliviano para o dia 18 de outubro, gerando protestos de rua e aumento a tensão política no país.

    Em El Alto, na Bolívia, manifestantes do Centro dos Trabalhadores da Bolícia (COB, na sigla em espanhol), protestam, em 28 de julho de 2020, contra o adiamento das eleições no país e exigem a realização do pleito.
    © REUTERS / Manuel Claure
    Em El Alto, na Bolívia, manifestantes do Centro dos Trabalhadores da Bolícia (COB, na sigla em espanhol), protestam, em 28 de julho de 2020, contra o adiamento das eleições no país e exigem a realização do pleito.

    Añez assumiu o cargo com o objetivo de organizar novas eleições após militares do país exigirem a renúncia do ex-presidente Evo Morales, acusado de fraudar as eleições no mesmo ano. Morales, que nega as acusações, permanece exilado na Argentina desde que renunciou ao cargo após a exigência das Forças Armadas.

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    Tags:
    MAS, COVID-19, Bolívia, Evo Morales
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