02:34 04 Agosto 2020
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    COVID-19 e o mundo no final de julho (43)
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    O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, disse à imprensa nesta quinta-feira (23) que não abrirá as fronteiras até que a curva de infecções por COVID-19 no Brasil seja achatada.

    "Até que a curva comece a se achatar no Brasil, as fronteiras não abrirão. Temos uma obrigação moral de cuidar de nosso povo", afirmou Abdo Benítez ao jornal local ABC Color.

    O presidente paraguaio lembrou que o governo está construindo várias ferramentas para tentar movimentar um pouco a economia, como tentar passar a mercadoria em conformidade com os protocolos sanitários.

    "Somos os que mais querem abrir a fronteira para reativar a economia, principalmente das cidades na fronteira onde estamos construindo estratégias de contenção social, mas você vê o que está acontecendo. Ciudad del Este é uma das cidades onde há mais casos", explicou ele.
    Imagem computadorizada criada pela Nexu Science Communication e pelo Trinity College da COVID-19, ligada ao surto em Wuhan
    © REUTERS / NEXU Science Communication / File Photo
    Imagem computadorizada criada pela Nexu Science Communication e pelo Trinity College da COVID-19, ligada ao surto em Wuhan

    As fronteiras do Paraguai estão fechadas desde 24 de março por uma resolução presidencial para impedir a expansão maciça da COVID-19 no país.

    "Não temos indústria, temos uma geladeira que provavelmente funcionará em 15 dias [...], as compras não podem ser abertas [...], não sabemos realmente o que podemos fazer. A única saída é abrir a fronteira, mas você não pode", acrescentou.

    O Paraguai tem quatro mil casos confirmados e 36 mortes, enquanto o número de pacientes com o vírus ativo é de 1.573, dos quais 533 estão no departamento de fronteira do Alto Paraná.

    Tema:
    COVID-19 e o mundo no final de julho (43)

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    Tags:
    pandemia, economia, fronteira, Mario Abdo Benítez, novo coronavírus, COVID-19, Paraguai, Brasil
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