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    Mundo lidando com COVID-19 no início de abril de 2020 (153)
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    O presidente Donald Trump rejeitou as acusações de "pirataria moderna" em relação à apreensão de carregamentos de equipamentos médicos de proteção destinados a seus aliados na Europa.

    A Casa Branca exigiu, na sexta-feira (3), que a empresa 3M, o maior fabricante mundial de máscaras respiratórias, deixasse de exportar as suas máscaras N95 para o Canadá e para a América Latina, a fim de as fornecer principalmente aos próprios EUA.

    "Não teve atos de pirataria. Foi o oposto […] Estamos muito decepcionados com a 3M. Eles podem vender a outros, mas deviam estar cuidando do nosso país", lamentou o líder americano.

    Sem esclarecer exatamente o que quis dizer com "oposto da pirataria", Trump sugeriu aparentemente que existiam alguns motivos perfeitamente legais para apreender remessas internacionais.

    "Precisamos das máscaras, não queremos que outros as obtenham. É por isso que estamos usando a Lei de Produção de Defesa [DPA, na sigla em inglês] de forma muito poderosa. Você pode chamar isso de retaliação, porque é isso que é, é uma retaliação. Se as pessoas não nos derem o que precisamos, seremos muito duros", alegou Trump, prevendo que o coronavírus irá causar "muitas mortes" no seu país nas próximas semanas.

    A multinacional 3M alertou a administração norte-americana para os perigos de invocar a DPA para limitar as suas exportações de fábricas americanas para outros países e perturbar complexas redes de abastecimento globais.

    Represálias de países

    "Cessar todas as exportações de máscaras respiratórias produzidas nos EUA causaria provavelmente represálias por parte de outros países, que fariam o mesmo, como alguns já fizeram. Se isso acontecesse, o número líquido de máscaras disponibilizadas para os EUA diminuiria efetivamente", afirmou a 3M em declaração.

    Presidente dos EUA, Donald Trump, em frente a gráfico intitulado Metas de Mitigação Comunitária mostrando as mortes projetadas nos EUA em meio à pandemia, durante briefing diário de resposta ao coronavírus na Casa Branca em Washington, EUA, em 31 de março de 2020
    © REUTERS / Tom Brenner
    Presidente dos EUA, Donald Trump, em frente a gráfico intitulado "Metas de Mitigação Comunitária" mostrando as mortes projetadas nos EUA em meio à pandemia, durante briefing diário de resposta ao coronavírus na Casa Branca em Washington, EUA, em 31 de março de 2020

    No início desta semana, uma entrega de 200 mil máscaras proveniente de uma fábrica da 3M na China, destinada a Berlim, foi confiscada e desviada para os EUA, segundo o ministro do Interior alemão Andreas Geisel, que envergonhou os "parceiros transatlânticos" por esse "ato de pirataria moderna".

    Os EUA já registraram 312 mil casos de infecção pelo SARS-CoV-2, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Destes, 8,5 mil pessoas infectadas morreram e quase 15 mil recuperaram.

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    Tags:
    pirataria, EUA, equipamentos, máscara, COVID-19, novo coronavírus
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