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    Documentos revelados da CIA mostraram como Ross Crozier, ex-espião da agência, passou informações valiosas e criou planos em Cuba que foram ignorados por Washington.

    Além dos documentos abertos ao público, as memórias do ex-espião americano foram reveladas por sua filha, Lilliam Crozier Moore.

    Conforme publicado pelo portal USA Today, Ross Crozier foi agente da CIA entre 1954 e 1958 em solo cubano, sob diferentes disfarces.

    Durante este período, Crozier testemunhou as inquietações que antecederam a Revolução Cubana, assim como se aproximou de Fidel Castro.

    Helicóptero americano

    Ainda de acordo com os arquivos, após conseguir acesso a um dos esconderijos de Fidel Castro, Crozier negociou com o revolucionário cubano o uso de um helicóptero americano que seria entregue ao líder para suas operações.

    Segundo o plano de Crozier, a disponibilidade do helicóptero, sob o comando de um piloto espião, daria clara oportunidade para a CIA penetrar no círculo mais próximo de Fidel. No entanto, para frustração do espião, seu plano foi rejeitado pela agência.

    Informação ignorada

    Após a tomada do poder em Cuba pelos revolucionários de Fidel, Crozier se tornou mentor de um grupo de estudantes que haviam emigrado da ilha para os EUA.

    Alguns dos jovens viriam a se tornar agentes da CIA, recebendo inclusive aulas de como explosivos plásticos funcionavam.

    No entanto, um dos maiores sucessos da rede de Crozier teria sido interceptar a presença de mísseis nucleares soviéticos em Cuba antes de o presidente Kennedy ter recebido fotografias do material bélico.

    Através desses estudantes, Crozier soube que a União Soviética tinha colocado mísseis em Cuba capazes de atingir os EUA e passou esses dados de inteligência para Washington.

    Contudo, a informação passada por Crozier teria sido ignorada em Washington, conforme ele teria reclamado para um investigador do que poderia ter sido a perda de uma oportunidade de se evitar a Crise dos Mísseis a tempo.

    Ainda de acordo com a mídia, o episódio da crise entre Washington e Moscou em torno de Cuba também foi o início do fim da carreira de Crozier.

    O agente saiu da CIA ainda na década de 60, pouco antes do escândalo do Watergate que terminou com a renúncia do presidente americano Richard Nixon em 1974.

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    Tags:
    Washington, espião, CIA, crise dos mísseis em Cuba, Cuba, Revolução Cubana
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