14:17 23 Maio 2019
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    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz sinal com as mãos depois de chegar à base militar de Forte Tiuna, em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019

    Maduro: existe uma conspiração com muito dinheiro para dividir Forças Armadas venezuelanas

    © AP Photo / Marcelo Garcia
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    Durante sua visita ao Centro de Treinamento G/J José Laurencio Silva, para assistir os exercícios militares dos cadetes da Universidade Militar Bolivariana, o líder venezuelano comentou a situação e apelou aos militares para estarem prontos a repelir os ataques dos EUA.

    "O Método Tático de Resistência Revolucionária corresponde ao nosso conceito estratégico de guerra anti-imperialista de todo o povo", declarou Maduro durante sua visita ao centro de treinamento localizado no estado de Cojedes, no norte do país.

    Nicolás Maduro assegurou que existe uma conspiração “com muito dinheiro” para dividir as Forças Armadas de seu país.

    "Há uma guerra de caráter não convencional, para enfraquecer o país e há uma conspiração com muito dinheiro para enfraquecer, dividir e destruir a Força Armada Bolivariana a partir de dentro", disse ele durante a supervisão das atividades do centro de treinamento militar.

    O presidente destacou que o governo estadunidense pretende usar a Doutrina Monroe para "recolonizar" a América Latina. "Eles estão de olho nas riquezas da Venezuela", disse Maduro, apelando aos militares para estarem atentos "aos traidores".

    "Mantenham os olhos abertos em relação àqueles que vendem a Pátria, traidores e quinta coluna, lealdade, sim, mas ativa, confio nas Forças Armadas, confio em vocês, mas de olhos abertos, um punhado de traidores não pode prejudicar a imagem e a coesão das nossas Forças Armadas no mundo", disse ele.

    Em 30 de abril, o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, lançou a chamada Operação Liberdade para retirar Nicolás Maduro do poder. Em um vídeo publicado no Twitter, Guaidó aparece ao lado de militares e do líder oposicionista Leopoldo López, que estava preso desde 2014 e foi libertado pelos rebeldes, na base aérea de La Carlota, em Caracas. Guaidó pediu uma "luta não violenta", disse ter os militares do seu lado e afirmou que "o momento é agora".

    Segundo o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas da Venezuela continuam sendo completamente fiéis às autoridades legítimas.

    A Venezuela tem lidado com uma grave crise política, com o líder da oposição, Juan Guaidó, proclamando-se presidente interino do país em 23 de janeiro.

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