22:46 16 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Apoiadores do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, seguram bandeira enquanto participam de protesto contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019

    Chanceler venezuelano acusa Pompeo de pretender iniciar guerra com Caracas

    © REUTERS / Manaure Quintero
    Américas
    URL curta
    Confrontos nas zonas fronteiriças da Venezuela (51)
    23232
    Nos siga no

    O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e seus "assalariados" de atearem fogo a um caminhão com ajuda humanitária em busca de pretexto para iniciar uma guerra.

    "O secretário Pompeo, especialista da CIA em operações de bandeira falsa, acredita que engana o mundo com um caminhão queimado na Colômbia por seus próprios agentes […]", escreveu Arreaza na sua conta no Twitter.

    "Pompeo e seus sicários estão desesperados por fabricar um pretexto para a guerra. Hoje a operação lhe correu mal. Se quer encontrar aqueles que queimaram o caminhão com falsa ajuda humanitária, que os busque entre seus assalariados", acrescentou ele.

    Em 23 de fevereiro, a oposição venezuelana tentou fazer entrar ajuda humanitária na Venezuela. Na chegada, vários caminhões com ajuda foram queimados na fronteira com a Colômbia, enquanto quatro pessoas foram mortas na fronteira com o Brasil, segundo a organização não-governamental venezuelana Fórum Criminal.

    O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, declarou que 335 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre forças policiais e manifestantes nas fronteiras venezuelano-colombiana e venezuelano-brasileira.

    A tensão política na Venezuela aumentou desde que em 23 de janeiro quando Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição, se declarou presidente interino do país.

    Os EUA e vários países da Europa e América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente interino do país. Rússia, China, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Turquia, México, Irã e muitos outros países manifestaram seu apoio a Maduro como presidente legítimo do país e exigiram que os outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos do país latino-americano.

    Tema:
    Confrontos nas zonas fronteiriças da Venezuela (51)

    Mais:

    Comissão Interamericana de Direitos Humanos condena violência nas fronteiras da Venezuela
    Caminhões de ajuda humanitária se dirigem à fronteira da Colômbia com Venezuela
    Tags:
    conflito, ajuda humanitária, Juan Guaidó, Mike Pompeo, Venezuela, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar