00:42 14 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Presidente da China, Xi Jinping, recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

    China se opõe a sanções contra a Venezuela e diz que os EUA vão agravar a situação

    © REUTERS / Parker Song
    Américas
    URL curta
    Crise política na Venezuela se agrava (163)
    7180
    Nos siga no

    A China afirmou que os Estados Unidos serão responsáveis pelas sanções que impuseram à Venezuela, advertindo Washington sobre as repercussões de tal postura e reiterando o apoio ao presidente Nicolás Maduro.

    "Nós nos posicionamos contra sanções unilaterais. A história mostra que intervenções ou sanções estrangeiras só complicam a situação, sendo incapazes de resolver o problema", disse Geng Shuang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

    O diplomata acrescentou que Pequim reconhece Maduro como o legítimo chefe de Estado da Venezuela, apesar de toda a pressão colocada sobre ele. Ele notou que o líder chinês Xi Jinping enviou seu enviado para a posse de Maduro no início de janeiro, e disse que isso era um forte sinal de apoio à Venezuela.

    "Poderíamos fazê-lo se não o reconhecêssemos?", perguntou Geng, retoricamente.

    Na segunda-feira, Washington anunciou um pacote de sanções contra a estatal petrolífera da Venezuela, a Petroleos de Venezuela SA (PDVSA), alegando que impediria um "desvio adicional" de ativos pelo "ex-presidente Maduro".

    As novas restrições vão congelar US$ 7 bilhões em ativos e causar mais de US$ 11 bilhões em receitas de exportação perdidas ao longo do próximo ano.

    As sanções vão "agravar o bem-estar das pessoas e [os EUA] devem ser responsáveis por isso", afirmou o oficial chinês.

    Aliança Pequim-Caracas

    A China é um dos maiores parceiros comerciais e aliados políticos da Venezuela, mas sua resposta à crise foi bastante medida. Anteriormente, o Ministério de Relações Exteriores instou os atores externos a observar a soberania venezuelana e a não interferir em seus assuntos internos.

    "A China se opõe à interferência estrangeira nos assuntos da Venezuela, em especial a ameaça de interferência militar", avaliou Hua Chunying, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, acrescentando que Pequim continuará "apoiando os esforços feitos pelo governo venezuelano para manter a soberania nacional e a estabilidade".

    O confronto entre o governo e as forças da oposição na Venezuela aumentou quando o líder da oposição, Juan Guaidó, declarou estar agindo como presidente interino depois de pedidos uma mudança de regime em Washington.

    O parlamentar de 35 anos era amplamente desconhecido fora da Venezuela até o começo deste ano, mas agora ele tem o apoio dos EUA, Israel, Canadá, Austrália e vários países sul-americanos – incluindo o Brasil.

    Já China, Rússia, Turquia, Irã, Belarus e África do Sul apoiaram Maduro, dizendo que continuarão trabalhando com seu governo.

    Tema:
    Crise política na Venezuela se agrava (163)

    Mais:

    Embaixador da China na ONU expressa solidariedade com a Venezuela
    Maduro: Venezuela fornecerá 1 milhão de barris de petróleo à China 'custe o que custar'
    China ajudará Venezuela a resistir a sanções dos EUA
    Tags:
    crise na venezuela, relações bilaterais, diplomacia, sanções, PDVSA, Juan Guaidó, Geng Shuang, Hua Chunying, Nicolás Maduro, Xi Jinping, Estados Unidos, Venezuela, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar