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    Um diplomata norte-coreano chegou a Washington nesta quinta-feira (17) e terá reunião com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e um possível encontro com o presidente Donald Trump para preparar os termos para uma segunda cúpula entre os EUA e a Coreia do Norte.

    O diplomata chegou no mesmo dia em que Trump revelou sua estratégia renovada de defesa antimísseis norte-americana que destacou a Coreia do Norte como uma ameaça contínua e "extraordinária".

    Há sete meses, o presidente dos EUA reuniu-se com o líder norte-coreano Kim Jong-un. 

    Kim Yong-chol, principal diplomata de Pyongyang em negociações de desnuclearização com os Estados Unidos, deverá se reunir com Pompeo e também poderia ir à Casa Branca na sexta-feira, segundo uma fonte anônima.

    A visita norte-coreana pode render um anúncio de planos para mais uma cúpula entre Trump e Kim Jong Un, disse a fonte.

    Seria um avanço nas diplomático após meses de paralisia. 

    Não houve nenhuma indicação, no entanto, de qualquer aproximação de um acordo entre os países. Washington pede que a Coreia do Norte abandone seu programa de armas nucleares. Já Pyongyang pede o fim das sanções de que é alvo.

    Presidente sul-coreano Moon Jae-in e líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante cerimônia de boas-vindas no Aeroporto Internacional Sunn em Pyongyang, na Coreia do Norte
    © AP Photo / Pyongyang Press Corps Pool
    Kim Yong-chol, ex-chefe de espionagem de linha-dura, chegou a Washington em um voo comercial de Pequim, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. A Yonhap e outros meios de comunicação sul-coreanos disseram que ele foi recebido no aeroporto por Stephen Biegun, representante especial dos EUA na Coreia do Norte.

    Pompeo tinha planejado se encontrar com seu colega norte-coreano para discutir uma segunda cúpula em novembro passado, mas a reunião foi adiada no último momento.

    O contato diplomático foi retomado depois que Kim Jong-un proferiu um discurso de Ano Novo no qual disse estar disposto a encontrar Trump "a qualquer momento", disse à imprensa na semana passada o embaixador da Coreia do Sul nos Estados Unidos, Cho Yoon-je.

    Kim Yong-chol esteve em Washington em junho, quando entregou uma carta de Kim Jong-un para Trump, que abriu o caminho para a cúpula realizada em Singapura.

    A reunião rendeu uma promessa de trabalhar para a desnuclearização da península coreana e Trump declarou no dia seguinte que "não havia mais uma ameaça nuclear da Coreia do Norte".

    Houve pouco avanço efetivo, no entanto.

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    Tags:
    Kim Jong-un, Donald Trump, Mike Pompeo, Estados Unidos, Coreia do Norte
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