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    Donald Trump durante um encontro com o emir sheikh Tamim bin Hamad al-Thani em 10 de abril de 2018 em Washington

    Equipe de Trump contratou empresa israelense para 'trabalho sujo' de inteligência

    © REUTERS / Kevin Lamarque
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    Assessores de Donald Trump contrataram uma empresa de espionagem de Israel para descobrir "podres" de funcionários de alto escalão do ex-presidente Barack Obama que participaram da negociação do acordo nuclear com o Irã em 2015. A revelação foi feita pelo jornal The Guardian neste sábado (5).

    Segundo a publicação, a contratação ocorreu em maio de 2017 e os alvos da investigação são Ben Rhodes, um dos principais conselheiros de segurança de Obama, e Colin Kahl, vice-assistente do ex-presidente democrata.

    O objetivo é desacreditar o acordo nuclear assinado em 2015 — que retirou sanções impostas contra Teerã em troca de garantias de que seu programa nuclear tenha fins pacíficos. 

    A firma israelense procurou por detalhes envolvendo relacionamentos, possíveis envolvimentos com lobistas iranianos e vazamentos à imprensa dos assessores de Obama. Não há mais detalhes será o serviço foi realmente executado ou se algum material foi descoberto. 

    Trump costuma afirmar que o acordo é o "pior negócio da história" e poderá retirar os EUA do tratado em 12 maio. A comunidade internacional tem afirmado repetidas vezes a importância de Washington permanecer no acordo nuclear iraniano. 

    O presidente dos EUA, e seu homólogo israelense, Benjamin Netanyahu, dizem que o Irã desrespeita os termos do acordo.

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    Tags:
    Benjamin Netanyahu, Donald Trump, Israel, Estados Unidos, Irã
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