01:21 20 Setembro 2018
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    Encontro entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina)

    Lula e os Kirchner são tão culpados quanto Maduro pela crise na Venezuela, diz peruano

    © REUTERS / Marcos Brindicci
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    Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e Nestor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015) na Argentina são em grande parte responsáveis pela crise política, social e econômica vivida atualmente pela Venezuela.

    É está a opinião do ex-ministro de Relações Exteriores do Peru, Luis Gonzales Posada, e foi exposta por ele em uma entrevista à Sputnik.

    "Uma das graves responsabilidades históricas de Lula foi ter protegido era um regime assassino e corrupto", como o falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), relembrou o diplomata peruano, acrescentando que "sem Lula, sem a senhora Kirchner na Argentina, o chavismo não teria avançado como aconteceu".

    Gonzales Posada, o ministro das Relações Exteriores do Peru em 1988 e 1989 durante o primeiro governo de Alan Garcia (1985-1990), disse que tanto Lula quanto as administrações kirchneristas "blindavam", "protegiam" e "evitavam" que Chávez fosse censurado por organizações internacionais, "de modo que são solidariamente responsáveis pelo infortúnio que está ocorrendo no país caribenho".

    "Sem eles, o chavismo e seu sistema ditatorial, que tentou se expandir por toda a América Latina, simplesmente não teria avançado", comentou.

    Representante do Peru junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), Gonzales Posada também argumentou que o presidente equatoriano, Rafael Correa (2007-2017) era um "reparador" durante o seu mandato do governo da Venezuela, como "menores presidentes" como o chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, o da Nicarágua, Daniel Ortega, e que "justificar a tortura e os assassinatos" que cometeram as administrações de Chávez e atual presidente Nicolás Maduro, de acordo com o diplomata.

    O ex-ministro de Relações Exteriores do Peru considera que o que está acontecendo na Venezuela é "uma catástrofe humanitária, um genocídio social, um massacre de um povo que vemos todos os dias fugir, como os sírios, ou judeus durante a Segunda Guerra Mundial, com a sua malas, tentando ver quem lhes dá comida ou trabalho".

    Ascensão e queda da esquerda

    Nos primeiros anos deste século, a América Latina viveu o que foi chamado de "década do progresso", quando em vários países da região partidos políticos de esquerda ou de centro-esquerda chegaram ao governo, em um momento caracterizado por um aumento no preço de matérias-primas, incluindo petróleo, o principal produto de exportação da economia venezuelana.

    Assim, governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Uruguai e Venezuela, entre outros, marcaram a agenda política da região, buscando livrar-se da influência de Washington e tentando promover novas alianças políticas e comerciais com outras potências globais e dando origem a organizações regionais, como a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

    Atualmente, a Venezuela vive uma crise econômica, social e política aguda, com hiperinflação e escassez de alimentos e remédios. A economia venezuelana sofreu o impacto da queda nos preços internacionais do petróleo, a única fonte de divisas para o país.

    Mas, além disso, o país está passando por uma grave crise política, com os poderes do Estado confrontados, o Parlamento despojado de poderes legislativos e a oposição pedindo abstenção pelo que considera falta de garantias de transparência e liberdade para as eleições de 20 de maio.

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    Tags:
    governos de esquerda, direitos humanos, violência, corrupção, diplomacia, crise na venezuela, Unasul, Alan Garcia, Luis Gonzales Posada, Hugo Chávez, Nicolás Maduro, Evo Morales, Néstor Kirchner, Cristina Kirchner, Luiz Inácio Lula da Silva, Peru, Venezuela, Argentina, Brasil
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