03:23 16 Dezembro 2017
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    Míssil ar-terra norte-americano

    Washington vai criar 'míssil proibido' em resposta às 'violações' de Moscou

    © Foto: US Air Force / Lance Cheung
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    Washington tenta alterar o tratado TNP que a Rússia “violou durante os últimos anos”, afirma o observador do The Washington Post Josh Rogin.

    Imagem de um dos bombardeiros B-1B Lancer dos EUA
    © REUTERS/ U.S. Air Force photo/Staff Sgt. Joshua Smoot
    Segundo ele, para se opor às "violações" de Moscou, Washington planeja apoiar o desenvolvimento de novos mísseis, cuja produção é proibida pelo tratado. 

    A administração Trump tenta alterar o "seriamente afetado" Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares que a Rússia "tem violado durante os últimos anos". Segundo afirmou o observador Josh Rogin no seu artigo para o The Washington Post, os EUA sabiam desde 2012 que a Rússia "estava violando" o tratado que proíbe a criação de mísseis ou lança-mísseis com o alcance operacional de 500 a 5,5 mil quilômetros.

    Os republicanos exortaram o Congresso a responder aos russos. Por isso, durante uma reunião no ano passado, responsáveis dos EUA exigiram que os colegas russos reconhecessem o desenvolvimento de mísseis proibidos, mas eles negaram as acusações. Em fevereiro, o serviço de inteligência dos EUA chegou à conclusão de que Moscou avançou mais nesta direção e instalou mísseis "que ameaçam a maior parte da Europa". 

    Agora, segundo o autor, a equipe de Trump tenta "se opor" a Moscou. A Casa Branca apoia as tentativas do Congresso de financiar as pesquisas e o desenvolvimento de um míssil balístico dos EUA com características semelhantes aos da Rússia para "mostrar aos russos que não são só eles que podem jogar neste jogo". 

    "Sabemos que a Rússia não observa o TNP. Queremos que eles permaneçam no tratado. Sou contra a escalação deste conflito ao desenvolver algo que pode ser utilizado durante o conflito. Por isso não estou certo que isso nos ajude", afirmou o senador dos EUA Ben Cardin sobre o assunto. 

    O projeto da Lei sobre a Política de Defesa, que deve ser aprovado pelo Congresso, vai incluir gastos de 58 milhões de dólares para "conter as violações russas do tratado". Entre outros, o dinheiro vai ser utilizado para o desenvolvimento de um novo míssil terrestre. 

    Ao mesmo tempo, segundo o observador, o desenvolvimento planejado não significa que os EUA violem o tratado, porque tal só aconteceria se o míssil fosse produzido. 

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    Tags:
    gastos militares, Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, defesa, desenvolvimento, míssil, Congresso, EUA, Rússia
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